no
artista plástico born in / nasceu em Nampula, Moçambique, 1970 lives and works in / vive e trabalha no Porto
VEDUTA
Revista de Estudos em Património Cultural
apresentação do terceiro número da revista
no Centro Cultural Vila Flor
sexta-feira, dia 06 de Novembro, às 17h00,
(…) da responsabilidade d' A Oficina, têm como objectivo estimular a reflexão sobre o património cultural enquanto elemento-chave na definição da identidade colectiva. Com edição anual, a revista Veduta abre espaço à divulgação de alguns trabalhos de investigação que se têm desenvolvido dentro das várias vertentes do património móvel, imóvel e imaterial.
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ARTE E PATRIMÓNIO
TRÊS ESCRITAS
DA HISTÓRIA EM DIRECTO
por
Rita Castro Neves
Artista plástica, curadora na área da Live Art
e professora de fotografia e vídeo
Quando nos referimos a património
referimo-nos a um conjunto de monumentos,
documentos, objectos, factos que são aceites
por um conjunto de pessoas como fazendo
parte da história desse mesmo grupo. E que
nesse sentido deve ser preservado.
A arte contemporânea é de uma ordem
diferente, é como que um registo da ordem
da historiografia. Quando estamos perante
uma obra de arte contemporânea colocamos
frequentemente a questão: Estaremos
perante uma escrita da história?
(…)
O património individual do artista compõe-se
então do que este já fez no passado,
isto é, as suas temáticas e as diferentes
formas de as abordar (ângulos, materiais,
estratégias...), e influencia definitivamente
a sua criação presente e futura.
Partindo então do conceito de
historiografia enquanto processo de
escrita da história vamos debruçarmo-nos
sobre obras de arte contemporâneas que
reflectem sobre os efeitos da história e sua
influência na actualidade. Mais do que um
interesse histórico sobre uma temática o
que nos interessa é então um interesse
contemporâneo sobre algo que tem
origem no passado.
Na sequência destas reflexões
analisaremos três casos práticos de obras
e conjuntos de obras de três artistas
contemporâneos portugueses que têm
escolhido uma reflexão também política
sobre acontecimentos históricos.
Os trabalhos escolhidos para aqui são S
de Saudade de Paulo Mendes, alheava de
Manuel Santos Maia e Não Ponham Mais
Palavras na Minha Boca da minha autoria.
São trabalhos que abordam - de forma
diferente - o regime ditatorial de Oliveira
Salazar, a guerra colonial e a sua
influência na actualidade.
Sobre esta questão não se quer deixar de
referir a obra de José Gil Portugal, Hoje:
(…)
Manuel Santos Maia,
alheava (1999-2009)
Alheava é também um trabalho de vários
anos qu12 e questiona as imagens das
colónias numa perspectiva pessoal.
Como o próprio Manuel Santos Maia
afirma “o projecto pretende abordar o
alheamento de Portugal relativamente
ao passado colonial e pós-colonial”
num “processo de rememoração” que
“reivindica e contraria a simplificação da
versão oficial da história”13.
Confundindo de forma sistemática
informação familiar produzida à
época da guerra colonial e à época do
retorno, informação familiar produzida
actualmente, informação oficial da época
e informação actual, Manuel Santos Maia
tem vindo a dar visibilidade a uma ferida
nacional recente (e pessoal).
Tendo por base materiais como
livros, fotografias, objectos, móveis,
relíquias, filmes, vozes, discursos,
manuais escolares, desenhos, o artista
vai abordando a temática usando
suportes diferentes (desenho, fotografia,
projecção, som, teatro, escultura,
instalação de objectos, vitrinas, leituras,
performances...).
Para lá da dispersão dos suportes
assistimos também à dispersão das
mostras. Com efeito alheava é um
projecto que já participou em mais
de 43 exposições (entre colectivas e
individuais), em países como Noruega,
Espanha, Bélgica e Estados Unidos da
América e em cidades nacionais como o
Porto, Lisboa, Coimbra, Lagos, Oeiras,
Guimarães, Braga, Santo Tirso, Cascais,
entre outras. A dispersão geográfica
de alheava como que exige as suas
sinalizações num mapa, para não nos
perdermos.
“A segunda fase do projecto realizar-se-á
após a apresentação da totalidade das
mostras da primeira fase e compreende
uma viagem a Moçambique, ao país
representado no projecto “alheava”14.
Mais do que uma viagem (geográfica,
temporal, artística, pessoal) alheava é um
vaguear. As dispersões e alheamentos
acumulam sentidos na confusão típica
do estado de espírito de quem está em
conflito.
Categorias são criadas, tipos
estabelecidos, objectos dispostos e
museuficados. São estatutos novos para
objectos e imagens antigos que se tentam
desta forma rever e interpretar. Lançando
mão de uma estratégia arquivística e
cumulativa, o artista faz e refaz a história,
como quem faz e desfaz as malas.
A mais invisível das épocas da história
portuguesa é aqui constantemente
mostrada e revista, contra a amnésia
colectiva e familiar. Reencena-se a partir
de documentos históricos pré-existentes,
nitidamente porque a primeira fotografia
saiu mal.
12 Alheava iniciou-se em 1999 quando Manuel Santos Maia
ainda era estudante da Escola Superior de Belas Artes da
Universidade do Porto.
13 Retirado do texto do artista publicado no seu site e em
Propostas da Arte Contemporânea Posição: 2007, Miguel
von Hafe Pérez (ed.), 2007, Porto, Fundação de Serralves/
Público, Colecção de Arte Contemporânea Público Serralves,
p.86, 158 pp.
14 Idem.
15 Site-specific é um termo anglo-saxónico comummente
utilizado a partir dos anos 70 do séc. XX para designar obras
de arte que são feitas para a especificidade geográfica,
temática, histórica, política, estética de um local.
V-a-B Art fest
6,7 e 8 Novembro
no Espaço do Estaleiro Cultural
Velha-a-Branca
Braga
Programa
Sexta feira, 6 de Novembro
21h30 Inauguração das exposições de artes plásticas (Pintura, Desenho, Ilustração, BD, Fotografia, Vídeo, Instalação) com os artistas: Ângelo Ferreira de Sousa, Domingos Loureiro, Luís Fortunato Lima, Manuel Santos Maia, Sónia Carvalho, Valter Hugo Mãe, Carla Cruz, Marco Mendes, Miguel Carneiro, entre outros
23h00_Dj Sónia Carvalho
Sábado 7 Novembro_15h00 – 19h00
Projecto Importa Expor-te
Workshop de impressão
17h00_Lançamento do livro ‘Depois de 1950’ António Quadros Ferreira, Ed. Afrontamento
(a confirmar)
18h00_Lançamento do livro "O Estrangulador de bonecos de neve" de Carlos Vaz com Apresentação de A. Pedro Ribeiro
21h15_Performance de A. Pedro Ribeiro "poesia de Choque".
21h30_Conversa com Ivo Martins (coleccionador de arte)
22h00_Conversa com Francisco Laranjo (artista e Presidente da Fac. Belas Artes do Porto)
22h30_Conversa com Marco Espinheira (Agência de Arte Sota Art)
23h30_Dj Xico Policia (Miguel Pedro – Mão Morta) e Dj Palas (Smix Smox Smux)
Domingo 8 Novembro
15h00 – 19h00_Projecto Importa Expor-te
17h00_Lançamento de Pedro Seromenho do livro "Nascente de tinta " (ou "900")
18h00_Apresentação do Projecto Ponte Pedonal Vilamoura XXI pelo gabinete arquitectos And-Ré
21h15_Performance.de Geert Vermier
21h30_Conversa com Mário Sequeira (Galerista)
22h00_Conversa com Carlos Corais (Director do Museu Nogueira da Silva)
23h00_Concerto com Smix Smox Smux
Encerramento do Festival
alheava em Macau

O Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial da China com os Países de Língua Portuguesa (Macau), em colaboração com o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais irá inaugurar uma Exposição Colectiva sobre Moçambique, no próximo dia 24 de Outubro, pelas 16h30m, na Casa-Museu de Exposições Temporárias da Avenida da Praia, na Taipa, integrada no Programa da 12ª edição do Festival da Lusofonia.
A mostra deriva de um compromisso assumido na edição de 2008 do Festival da Lusofonia e conta com o apoio do embaixador da República de Moçambique em Pequim, António Inácio Júnior.
A inauguração contará o com o apoio do embaixador da República de Moçambique em Pequim, António Inácio Júnior.
A Exposição Colectiva de Artistas Contemporâneos de Moçambique, poderá ser visitada entre os dias 24 de Outubro e 29 de Novembro próximos, entre as 10 horas e as 18 horas, excepto à segunda-feira.
Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM
Endereço: Avenida da Praia Grande, nos. 762-804, Edif. China Plaza, 15.º andar, Macau Tel:(853) 2833 2886 Fax:(853) 2833 5426 E-Mail:info@gcs.gov.mo / cspress@macau.ctm.net
地址:澳門南灣大馬路762-804號中華廣場15樓
本局總機:(853) 2833 2886 傳真號碼:(853) 2833 5426
電郵地址:info@gcs.gov.mo / gcspress@macau.ctm.net
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alheava _ Moçambique Branco e Portugal Negro
na exposição
Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos – Viarco Express
patente de 1 Outubro a 15 Novembro no Museu da Presidência da República
com:
Albuquerque Mendes, Alexandra do Carmo, Álvaro Leite, Siza Vieira, Ana Anacleto, Ana Guedes, Ana Pérez-Quiroga, Ana Pimentel, Ana Torrie, Ana Vidigal, André Alves, André Carrilho, Ângelo de Sousa, António Antunes, António Charrua, António Jorge Duarte, António Melo, António Olaio, Augusto Cid, Baltazar Torres, Brian Cronin, Bruno Borges, Carla Capela, Carlos Botto, Carlos Carreiro, Carlos dos Reis, Carlos Pinheiro, Cristina Lamas, Cristina Robalo, Cristina Sampaio, Daniel Barroca, Diogo Pato, Eduardo Salavisa, Egas José Vieira, Fabrizio Matos, Fátima Mendonça, Fernando Conduto, Fernando Pinto Coelho, Francisco Queirós, Francisco Vidal, Frederica Bastide Duarte, Gerardo Burmester, Graça Morais, Guida Casella, Hugo Canoilas, Isaque Pinheiro, Joana Vasconcelos, João Baeta, João Catarino, João Pedro Vale, Joen P-Vedel, John Hawke, Jorge Abade, José Emidio, José Louro, Julião Sarmento, Karina Cid, Luís Figueiredo, Luís Lima, Luís Gonçalves, Luís Penha, Mafalda Santos, Manuel Graça Dias, Manuel Santos Maia, Margarida Rebelo Pinto, Maria Velez, Mariana Moraes, Marta Soares, Marta Wengorovius, Mauro Cerqueira, Miguel Vieira, Mónica Cid, Nuno de Sousa, Nuno Vidigal, Paula Rego, Paulo Brighenti, Paulo Mendes, Paulo Patrício, Paulo Quintas, Pedro Barbosa, Pedro Cabral, Pedro Cabrita Reis, Pedro Pousada, Pedro Quintas, Pedro Ravara, Pedro Reis, Rasmus Blaedel, Ricardo Pistola, Rita Guedes Tavares, Rui Chafes, Rute Rosas, Samuel Silva, Sara Maia, Susana Mendes Silva, Vasco Barata e Yasuto Masumoto
Produção: Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural e Associação Cultural Saco Azul em parceria com Viarco – Indústria de Lápis, Lda.
(Fotografia de Daniel Pires) Site Viarco Site Museu Presidência República
Os Sem Nome – uma cartografia de um País sem assinatura
Esta exposição baseia-se numa pesquisa de novas formas pensar a ficção cientifica que vivemos na relação entre a produção artística democratizada por novas tecnologias e a pesquisa curatorial.
Fotógrafos que partilham imagens na rede internet flickr e que se encontram virtualmente num contexto globalizado a partilhar imagens locais de um Pais que poderíamos reconhecer como Portugal.
Exposição de imagens fotográficas em suporte digital de formas de ver: estradas, pessoas nos cafés, amores, automóveis, fabricas abandonadas com mar e céu sempre presentes.
O território que traçamos hoje não traz fronteiras mas uma luz que o distingue de outras geografias; Autores sem nome próprio, sem assinatura, a obra de arte a descobrir entre um nome inventado e real como a ficção que vivemos no nosso dia-a-dia entre facebooks e vídeo conferencias; Este é o retrato de um País que pensa o presente à distancia, com a claridade que este permite ter. Não assinamos uma historia colectiva mas guardamos numa memoria virtual as imagens que construímos na nossa passagem por um território real.
Os Sem Nome somos todos nos mas o seu retrato talvez ainda nos seja desconhecido.
Sílvia Guerra, curadora da exposição
“Os Sem Nome” será a primeira exposição do projecto Tráfico, cujo o convidado não é um artista, mas sim um curador.Silvia Guerra traz-nos uma visão de um Portugal diferente e onde as palavras “esquecido” e “adormecido” fazem parte de uma lista de outros adjectivos que poderiam classificar o chamado Portugal Contemporâneo. O projecto curatorial explora os novos meios, como o uso das redes sociais na Web, nomeadamente o Flickr; assim como abre a discussão para outras reflexões do âmbito da sociedade portuguesa contemporânea.Uma delas e que em parte se relaciona com a anterior é a “geração Erasmus”. Esta nova geração nascida após a adesão de Portugal a um espaço comunitário alargado trouxe consigo uma aproximação diferente e que ajudou a quebrar a imagem dos portugueses enquanto povo isolado e alienado do resto do mundo habitualmente cingido à sua vida de sobrevivência no canto oeste da Europa ou a histórias de emigação carregadas de sacrifício e saudade.Se por um lado lhe foi dada a oportunidade de viajar e estudar fora do país, por outro transformou-se numa geração em rota de colisão com o modo de vida existente e mais exigente.As suas ideias e forma de estar entraram, ainda que não premitadamente, em choque com a realidade do seu país natal forçando-a a procurar oportunidades fora do país.A barreira da adaptação a um novo lugar, cultura e língua foi iniciada na fase de aprendizagem anterior, não sendo um problema de maior.Portugal perdeu assim uma oportunidade de se reabilitar ao Mundo, através da inclusão da maioria destes indivíduos, mais cultos e com mais conhecimentos, na sua população activa gerando um novo fenómeno de emigração, que perspectivando num longo-prazo poderá custar caro ao país. Contudo, sentimentos identificados como quase únicos noutros tempos, como a saudade, mantêm os laços entre este grupo e o país.Tal como no passado, Portugal tornou-se no lugar onde vivem a família, amigos e onde habitam as memórias da infância – as raízes.A Fotografia tornou-se então numa forma de linguagem – um standard “de facto”, entre várias pessoas desta geração, que habitam dentro e fora do país.A partir dessas imagens é possível identificar um Portugal diferente: o destino das férias, o da vida quotidiana ou o que está carregado de detalhes que pela habituação do olhar se tornam indiferentes.Da reunião de vários destes pontos de vista surge esta exposição, que Silvia Guerra traz até nós e que nos volta a devolver o país onde vivemos. (Ver / Ler aqui)


O espaço está aberto todos os dias, excepto ao Domingo, das 11h00 às 22h30. Segundo o Piso_Café Imperial, 2º piso_Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, nº19/20 _Santo Tirso segundoopiso@gmail.com http://segundoopiso.wordpress.com/
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Programa: 09 de Maio, às 16H00_ inauguração das exposições individuais:
TEATRODAGARAGEM Teatro Taborda Costa do Castelo, 751100-178 Lisboa Tel. 21 885 41 90 Tlm. 96 801 52 51 Fax. 21 868 85 50geral@teatrodagaragem.com http://www.teatrodagaragem.com/ Partida da Praça da Figueira – Eléctrico 12 Partida da Rua da Madalena – Eléctrico 28
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mano Zézinho
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alheava_filme 2006 – 2007 Vídeo, 35'10'' Vídeo realizado a partir de originais de filmes de 8mm, editados em Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo Texto – Narrador: António Manuel Machado Maia Argumento de Manuel Santos Maia Captação Original (8mm): António Manuel Machado Maia Pós-produção de imagem: José Roseira Concepção sonora: Manuel Santos Maia Mistura: Pedro Lima Engenheiro de Som: Pedro Lima Edição Vídeo: Manuel Santos Maia e José Roseira Em alheava _ filme, Manuel Santos Maia dá continuidade ao projecto alheava que tem vindo a desenvolver desde 1999, dando conta da identidade luso-africana e das especificidades próprias de um processo histórico de separação e independência que se tem mantido na penumbra, sobretudo no que se refere aos sujeitos que viveram essa experiência e, que o autor procura resgatar e participar, através da recriação de múltiplas narrativas. Alheava _ filme, assume o paralelismo entre a vida política e militar e a vida privada. Com um enfoque predominante sobre o palco de guerra revela o facto de militares portugueses que foram combater para África estavam alheados da vida nas colónias e de os colonos se encontrarem igualmente alheados das movimentações militares e políticas. Realizado a partir de excertos de filmes de 8mm registados pelo pai na província de Nampula, alheava _ filme, contém também a história da família em Moçambique e a caracterização da região de Nampula. O som e a imagem deste trabalho parecem corresponder, reunidos num conjunto único, provocando um resultado que se assemelha a um documentário, mas é também possível percepcionar que são duas fontes distintas, divergentes no tempo, que permite representar o desfasamento que se verifica no processo de rememoração, rompendo com a linearidade narrativa. Trabalhando a partir de memórias pessoais, familiares e colectivas; Manuel Santos Maia entende a memória enquanto algo que se molda e se ajusta subtilmente ao que interessa referir, ao que pretendemos abordar, aprofundar, dizer, contar, etc. evidenciando que no processo de rememoração, há selectividade que determina a reconstrução da realidade, a reconstrução de um filme mental que no seu processo se aproxima de um "remake" da vida real. O grau de suspeição relativamente ao rememorador, aumenta se atendermos ao facto de que guardamos uma determinada informação e depois acrescentamos detalhes, construindo imagens positivas ou negativas. Pelo exposto a desconfiança relativamente à memória, ao processo de rememoração instala-se, mesmo sabendo que uma parte da nossa memória, a que está mais próxima de nós no tempo, é confiável. Como o investigador Alcino Silva refere, «A memória está ligada a uma utilidade, a uma potencialidade. Penso que o mundo é muito menos interessante do que a forma como o vemos. São os cérebros criativos que vêem o mundo com outras "nuances" e as partilham com os demais. O mundo tem a sua aspereza e precisamos desse processo criativo para torná-lo mais ameno. Se [você] muda o seu comportamento diante da realidade, consegue de alguma forma alterá-lo aos seus olhos, e isso exige uma grande dose de plasticidade, maleabilidade. Essa é uma das funções mais pujantes da nossa memória. Aprendemos como as coisas funcionam e gravamos os pontos em que falhamos, para fazer melhor da próxima vez. Não memorizamos tudo o que aconteceu exactamente como aconteceu. Por vezes, saber com precisão aquilo que realmente aconteceu não nos ajuda em grande coisa.» Cristina Alves

parte do seu mundo
Inaugura dia 3 de Abril às 18H00
Espaço sala Round the Corner do Teatro da Trindade em Lisboa
Curadoria Margarida Mendes, inseridas no ciclo 7 DAYS PROJECT
Diariamente, das 18h00 às 20h00
Sala Round the Corner
A sala Round the Corner é um espaço de articulação da arte teatral com as artes plásticas, digitais e performativas que se destina ao acolhimento gratuito de novos projectos curatoriais e artísticos. Situada no edifício do Teatro da Trindade, esta sala funcionará como uma plataforma laboratorial para a apresentação de trabalhos menos convencionais da produção contemporânea, sendo convidados, para o efeito, jovens curadores e artistas.
vidéos primées au Festival d’Images Artistiques Vidéo 8ème édition ALGER décembre 2008
galerie ESCA présente au PPCM
Prix Ibn Batuta
Manuel SANTOS MAIA
Prix de la Ville d’Alger
BONGORE
Distinctions nationales:
Omar MEZIANI
Algérie
Alexandra NAVRATIL
Espagne
Mihai GRECU
France
Christian NICCOLI
Italie
Mohammed EL MOURID
Maroc
Frederico LOBO/Luisa HOMEM/Pedro PINHO
Portugal
Rania WERDA
Tunisie
jeudi 26, vendredi 27, samedi 28 février 2009 au PPCM
51 rue des Tilleuls 30000 NIMES . ouvert de de 16h à 19h
inauguration le jeudi 26
Galerie ESCA (association loi 1901)Siège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d’expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frhttp://www.galerie-esca.com
alheava_film
2006 – 2007
Vídeo, 35'10''




La connaissance des pays éloignés révèle et conforte l'histoire de notre propre pays, met notre
propre culture à sa place dans le monde contemporain.
Le FIAV (Festival d'Images Artistiques Vidéos) qui en 2008 se déroulera en Algérie, est à ce propos
une manifestation, consciente de ce désir d'élargissement et de communication, dans le droit
fil du « Processus de Barcelone : Union pour la Méditerranée »
En proposant au public des images exprimant des points de vue différents de sept pays du pourtour
de la Méditerranée -l'Algérie, l'Espagne, la France, l'Italie, le Maroc, le Portugal, la Tunisie- le
FIAV mise sur un consensus autour de l'efficacité des images vidéo artistiques, sur une évaluation
et compréhension meilleures des diverses identités euroméditerranéennes, sans exclusive, tant
auprès des artistes que des participants et critiques.
Les images de ces videos d'artistes ont en commun l'habileté d'expliciter le sens en faisant l'économie
de l'usage des mots des diverses langues en présence.
Les 42 oeuvres vidéos engagées dans cette confrontation immédiate des identités artistiques et
culturelles nous permettent de faire cette expérimentation de la cohabitation Nord-Sud. Un jury travaillant
dans ce même état d'esprit, animé du seul souci de l'art contemporain décernera les prix
Ibn Batuta et Ville d'Alger et des distinctions honorifiques.
Nous remercions ce jury ainsi que les commissaires ayant établi les sélections nationales.
Nous saluons aussi l'engagement de l'École Supérieure des Beaux-Arts Ahmed et Rabah Salim
Asselah d'Alger qui accueillera le festival les 19 et 20 décembre prochains et la bienveillance de
Monsieur le Consul d'Algérie en résidence à Montpellier.
Le Festival d'Images Artistiques Video est le moment de la perception des concordances et le lieu
de la découverte de l'altérité. .
Roger Bouvet / directeur de la galerie ESCA et cofondateur du FIAV
Portugal Sélection PêSSEGOpráSEMANA (Aida CASTRO, André SOUSA, Maria MIRE) / association d’artistes FAGTL (Frente pela Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa), 2006, 4' Mónica FARIA Expiação, 2006, 3' Frederico LOBO, Luisa HOMEM, Pedro PINHO Zone d'attente #00, 2008, 7' Joana MATEUS Entrega felicidade, procura um lugar, 2008, 5'55'' Vera MOTA Stillness, 2008, 4'02'' Manuel SANTOS MAIA alheava_film., 2006-07 . Organisation > galerie ESCA [Espace de Soutien à la Circulation Artistique] Siège Socal:76 route de Nîmes / F - 30540 Milhaud / t/f +33 (0)4 66 74 23 27 Lieu d’exposition PPCM,NIMES rogerbouvet@wanadoo.fr / galerie.esca@orange.fr / http://www.galerie-esca.com Direction : Roger Bouvet Assistance technique : Artelinea Graphisme : ESCA / Imprimerie Conilière, Nîmes, France Galerie ESCASiège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d’expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frhttp://www.galerie-esca.com/ .
A quarta edição, do concurso BES Revelação apresentará em Serralves, a partir de Novembro, trabalhos inéditos de três jovens artistas. São eles Mariana Silva, David Infante e Nikolai Nekh.
A proposta de Mariana Silva (Lisboa, 1983) assume-se como um prolongamento do seu trabalho em torno das questões da função documental da imagem e da sua relação com a memória colectiva.
Partindo de um conjunto de filmes documentais que retratam parte da história recente de Portugal, Mariana Silva propõe-se "desenvolver um modelo de arquivo que oferece diferentes estratégias para o visionamento destas películas, e onde se procura desconstruir quer os habituais protocolos de experiência destes materiais, quer a noção de visualidade absoluta".
Resposta de Manuel Santos Maia à questão colocada por Mariana Silva:Creio que do arquivo em questão deveriam constar imagens que enquadrem, representem e complementem o real e outras que permitam a evasão deste. Todas elas deverão dar conta das múltiplas realidades que constituem o real. A apresentação destas imagens deverá revelar o autor, o seu pensamento, as reflexões, a sua intenção, o seu objectivo e permitir ainda que se estabeleçam relações afectivas e intelectuais. Se sabemos que Portugal é um país de migrantes, se conhecemos os principais fluxos, as zonas e os destinos de emigração, porque são insuficientes as imagens documentais ou ficcionais que representem esta realidade? Sem elas, o que conhecemos dos nossos migrantes? O que conhecemos das suas experiências e vivências? Detendo-nos na imigração verificada em Portugal e centrando-nos no período posterior à independência das antigas colónias portuguesas, com o retorno de muitos portugueses que nelas viviam ou nasceram e com a vinda de muitos africanos, muitas foram as alterações culturais, sociais, políticas e religiosas verificadas. Contudo, na produção artística contemporânea e em especial na área das artes plásticas, poucos são os estudos ou os momentos de reflexão sobre a influência e a presença da cultura africana na criação artística portuguesa. Pelo exposto, eu sugeriria a inclusão neste arquivo de imagens documentais ou ficcionais, de privados e de instituições (ligadas às imagens tanto a nível da criação como da exibição) que possam inscrever e tornar visíveis as realidades dos migrantes. Manuel Santos Maia, artista plástico
alheava _ o que há para esquecer
Exposição de
Manuel Santos Maia
Inaugura
12 de Setembro de 2008,
Patente até
28 de Outubro de 2008
Galeria Quadrado Azul – Lisboa
Largo dos Stephens, 4 1200-457 Lisboa
Telefone +351 21 347 6280 / Fax +351 21 347 6281
lisboa@quadradoazul.pt www.quadradoazul.pt
Miguel Palma História Resumida 2006 Mesa de madeira, objectos vários, madeira50 x 77 x 54 cm
António Júlio Duarte Estas não são as minhas memórias 2008 Vários suportes fotográficos ; projecção de diapositivosDimensões variáveis
Pedro Diniz Reis Suite Contrat I: Le Pli 2000 Vídeo; PAL; 4:3; Cor; Som; 12’’ (loop)
Mónica Gomes Linha recta em que o Princípio e o Fim se tocam. E vice-versa 2007
Duas rodas concêntricas girando em sentidos opostos,
caixa de luz, sistema mecânico, durantrans,
serigrafia s/ PVC.130 x 187,5 x 85 cm.
NOVA CULTURA AV. DO BRASIL,53–PAV.26 _ 1749-002_LISBOA T. 217917000 (EXT.1340) F. 217952989 WWW.HJMATOS.MIN"SAUDE.PT PRESS RELEASE Curadoria Raquel Guerra Produção Nova Cultura e CHPL 28 de Maio a 27 de Junho Pavilhão 28
Segunda a Sexta das 10h00 às 16h00 Avenida do Brasil, 53 - Lisboa Para mais informações contactar: Sandro Resende cultura@hjm.min-saude.pt T. +351 964 601 847
Where are you from? is an exhibition about curatorial and artistic exploration. It is an exhibition that acknowledges that the contemporary Portuguese artist wanders far from home, settling elsewhere in Europe, in the U.S., in Africa, or Asia for a time, absorbing ideas and influences and then bringing them back to feed the art milieu of Lisbon or Porto or Évora. This exhibition also acknowledges the journeying of the curators (Jane Gilmor and Lesley Wright), colleagues from central Iowa who travel, often, away from the Midwest to see art and artists in other cities, other countries, and on other continents. In this particular exhibition, the focus is on art they found in Portugal. The resulting exhibition takes that art on its own unexpected journey, from Portugal to Iowa.
Where are you from? _ Contemporary Portuguese Art
De onde vens? Arte Contemporânea de Portugal
Faulconer Gallery,
February 1 to April 20, 2008
Curated by Lesley Wright
An exhibition of work by 21 Portuguese artists who draw on culture,
place, art, history, family, and theory in order to express where they are from
in photographs, video, sculpture, and works of new media.
Artistas:
Manuel Santos Maia
Carlos Bunga
Dina Campos Lopes
António Caramelo
Pedro Valdez Cardoso
André Cepeda
Teresa Furtado
João Leonardo
Eduardo Matos
Marta de Menezes
Rodrigo Oliveira
Miguel Palma
Nuno Pedrosa
Ana Pérez-Quiroga
Antonio and Paula Reaes Pinto
Pedro Portugal
Filipe Rocha da Silva
José Carlos Teixeira
Rui Toscano
Rui Valério
Panel Discussion
Friday, February 1, 2008y
4:15 -5:45
Curator and critic Miguel Amado and exhibiting artists will discuss the nature of contemporary Portuguese art.
(Snow Date: Saturday, February 2, 4:15 pm)
Opening Reception Friday, February 1, 2008 5:30 to 6:30 pm (Snow Date: Saturday, February 2, 5:15 to 6:30 pm)
Manuel Santos Maia apresenta: alheava_film
Texto – Narrador / Text - Narrator: António Manuel Machado Maia
Argumento / Screenplay: Manuel Santos Maia
Captação Original / Original footagee (8mm):António Manuel Machado Maia
Pós-produção de imagem / Image Post-production: José Roseira
Concepção sonora / Sound Design: Manuel Santos Maia
Mistura / Sound Editor: Pedro Lima
Engenheiro de Som / Sound Engineer: Pedro Lima
Edição Vídeo / Vídeo Editing: Manuel Santos Maia e José Roseira
Agradecimentos / Acknowledements: José Roseira, António Manuel Machado Maia, Pedro Lima, Anabela dos Santos Maia, Nuno Ramalho e família
Original 8mm film
Edited in Mini-DV
Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo, 35'10''
© Manuel Santos Maia, 2007
I am Portuguese, from
Eu sou português, de Moçambique, nascido em Nampula, em 1970, no ano
Curator's Statement
Exploring Portuguese Art in
(1) Joe Wood, "Notes to a Prologue to an Introduction to a Book about a Powerful Fiction Called Home," Negotiations in the Contact Zone/Negociações na Zona de Contacto, edited by Renée Green (
Major support provided by Instituto Camões
ARTE & LEILÕES
Dezembro 2007
DOSSIER PORTO
PORTO EM PERSPECTIVA
“A cena Artística da cidade do Porto, com especial incidência no domínio da arte contemporânea, há muito que se destacou como uma das mais interessantes, dinâmicas e multifacetadas no panorama nacional. (…) Na tentativa de descortinar as suas especificidades, bem como a origem das motivações dos seus principais actores e alguns dos desafios futuros, lançámos duas questões a alguns dos seus intervenientes: Alberto Carneiro (artista),
A & L - Que opinião tem sobre o actual panorama artístico da cidade (no domínio da arte contemporânea)?
MANUEL SANTOS MAIA - Parafraseando o poeta e pintor Álvaro Lapa, num artigo do jornal Público, nos anos 90, respondo à questão, com a resposta que deu título ao artigo: “O artista sente-se mal”.
O artista sente-se mal num país que menospreza a cultura, “que não conhece que alma tem / nem o que está mal nem o que é bem” onde “tudo é incerto e derradeiro / tudo é disperso, nada é inteiro.”, sente-se mal numa cidade (des)governada que segue o país no que respeita à ausência de uma politica cultural e destrói o pouco que foi edificado num passado recente como por exemplo o Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Este é apenas um dos exemplos que comprova haver público para a arte contemporânea, um público que é merecedor de uma programação com qualidade e exige uma efectiva política cultural. Depois de
Enquanto dinamizadores de espaços, de exposições, de projectos de intervenção artística, de eventos (1); artistas como: Paulo Mendes, Rita Castro Neves, João Sousa Cardoso, Eduardo Matos, Mafalda Santos, Susana Chiocca,
A & L - O que poderá mudar no futuro?
MANUEL SANTOS MAIA - Se os senhores do poder mudarem, se existir uma política cultural, se os responsáveis pelos espaços expositivos institucionais forem competentes, sérios, empenhados e tiverem força e vontade suficiente para resistir a tudo o que os desvie dos objectivos das suas funções e responsabilidades, se os diversos agentes do sistema artístico realizarem um bom trabalho, se tivermos como referência a experiência do Porto 2001, de Serralves e dos muitos dos artistas-comissários, anteriormente citados, entre os quais destaco o artista-comissário Paulo Mendes; certamente poderemos contar com um melhor panorama artístico, teremos melhores criadores, agentes artísticos mais (in)formados e competentes, públicos mais exigentes e, num futuro, o Porto poderá ambicionar ser uma capital cultural europeia. No o futuro, muito poderá mudar. Mas hoje, (porque quem tem a responsabilidade e o dever de fazer, não o fez e não faz), ainda, há muito por fazer. Como pessoa clamou: “É a Hora!”
Por motivos que desconheço esta nota não consta no artigo “PORTO EM PERSPECTIVA”, que faz parte do DOSSIER PORTO.
Porque o tempo é propício a abstracções e impressões que favorecem verdades parciais e têm como consequência o desconhecimento desta realidade, aqui fica, com esta nota, a figuração do que foi anteriormente exposto.
(1) Espaços como: “W.C. CONTAINER”, “IN. TRANSIT”, “PÊSSEGOpráSEMANA”, “Apêndice”, “a Sala”, “Salão Olímpico”, “Mad Woman in the Attic”, “Caldeira
Eventos como: “brrr - Festival de Live Art”, “Arritmia – As inibições e os prolongamentos do Humano” realizado no Mercado Ferreira Borges, o circuito de exposições por ateliers de artistas “Pontos+de+contacto I, II, III”, “Quartel - Arte Revolução e Trabalho”,”Apagão”, “Imperial”, “Francesinhas Mentiras e Vídeo”, as mostras de performances “Situações Performativas” e o “Dia E Vento”, a mostra de desenhos “a dizer...”, a mostra de livros de artista “pag.
Colectivos como: “Sociedade Anónima”, “Cegonha”, “ZOINA”, “A Mula”, “
Projectos artísticos como “Projecto inter+disciplinar+idades”, “projecto XXS”, projecto interdisciplinar “Pattern”, “INTERNATIONALE KUNSTHALLE”, entre outros
exposições realizadas fora do Porto como “penso voltar” no Centro Cultural Emmerico Nunes, em Sines, “Primeiro Fim” realizada na Galeria Museu Nogueira da Silva, em Braga, “I like it hear can i stay?”, na Zé dos Bois, em Lisboa, “That will bring us together”, no Paço da Cultura, na Guarda, “Tivesse ainda tempo”, na Galeria Municipal de Fitares, em Sintra, “ancoragem”, na Galeria Glória Vaz , em Felgueiras, “a Sul....” nas Galerias Arco e Trem, em Faro e na Galeria Spatium, em Tavira, “ambiguiza-SE”, na Casa da Cultura em Elvas, “Imersão Parcial”, no Convento das Dominicas, em Guimarães, “representa; acção!”, na Galeria Casa dos Crivos, em Braga, entre outras.
Como a arte nos dá um Mundo?
Título da conferência: Como a arte nos dá um Mundo?
Dia: 11 de Outubro, quinta-feira
Hora: 15h
Local: Auditório principal, ESAD
Conferencistas: Rodrigo Silva, Professor na ESAD
Pedro Cabral Santo, Professor na ESAD
Carolina Rito, Curadora
Manuel Santos Maia, Artista Plástico
Moderador: Phillip Cabau, Professor da ESAD
Rodrigo Silva apresentará um pequeno ensaio de sua autoria, acerca das relações que a Arte estabelece com o Mundo;
Pedro Cabral Santo apresentará uma reflexão em torno do artista e do seu lugar no Mundo;
Carolina Rito, a curadora, apresenta-nos o trabalho que tem desenvolvido. E apresentará a sua perspectiva de como a arte se inscreve no mundo;
Manuel Santos Maia, na qualidade de artista plástico, falar-nos-á do seu trabalho e percurso. Apresentar-nos-á também a actividade dos jovens artistas na dinamização do panorama artístico portuense.
antimonumentos
15 de Setembro > 20 de Outubro
Programa:
Teatro Viriato às 18h, no Teatro (Largo Mouzinho de Albuquerque, Viseu)
Galeria às 22:30, na galeria, Rua Cândido dos Reis, 7, Viseu (DJ CLAXON)
Porta 1-A às 22:30 (Rua Cândido dos Reis, 1 – porta A, Viseu)
DJ SET: DJ CLAXON às 22:30 na galeria
- Mário Roque às 02:00 horas no NB Club (Rua Conselheiro Afonso de Melo, atrás da Câmara Municipal de Viseu)
37 artistas contemporâneos expõem em Viseu,
numa iniciativa da Galeria António Henriques
em colaboração com o Teatro Viriato.
A exposição, comissariada por Miguel von Hafe Pérez, reúne um segmento significativo de artistas plásticos portugueses que vai reflectir sobre o conceito de antimonumento.
A exposição estará patente na Galeria António Henriques, num espaço adjacente à Galeria especificamente aberto para a exposição e ainda no Teatro Viriato, podendo ser visitada, entre 15 de Setembro e 20 de Outubro, Terça a Sábado, das 15:00 às 19:30.
PAULO RIBEIRO NO TEATRO VIRIATO. No dia 14 e 15, terá lugar, no Teatro Viriato, a estreia (nacional) da coreografia de Paulo Ribeiro "Masculine" (21h30).
Apresentação do projecto
non – sem força para fixar o olhar
Momento I – metropolização
Momento II – Megalopole
Momento III – Arquipélago Megalopolitano
1999 – 2007
Dimensões variáveis
Instalação (desenhos, colagens e escultura)
http://manuelsantosmaia-non.blogspot.com/
monumento, s.m. construção ou obra de escultura destinada a perpetuar a memória de um facto ou de alguma personagem notável; edifício majestoso; obra digna de passar à posteridade; mausoléu; memória; recordação; pl. Documentos literários, científicos, legislativos ou artísticos; restos ou fragmentos materiais pelos quais podemos conhecer a história dos tempos passados. (Do lat. Monumentu-, «id.»).
monumentalizar, v. tr. dar carácter ou aspecto de monumental. (De mnumental+-izar).
anti-, . elemento de formação de palavras, de origem grega, que exprime a ideia de hostilidade, protecção, oposição;aglutina-se com o elemento seguinte, excepto quando este tem vida própria e começa por h, i, r ou s, separando-se, neste caso, por hífen. (Do gr. Anti-, «contra»).
Segundo o comissário:
“Antimonumentos, porquê?
Porque a reflexão sobre o passado ou sobre o presente nem sempre se produz nas grandes narrativas, nem nos objectos simbolicamente saturados.
Porque à inquietação sobre o real os artistas respondem melhor com dúvidas do que com certezas.
Porque os olhares desviantes nos centram nas franjas do previsível.
Porque em oposição a uma estratégia curatorial rígida e assertiva se privilegiou a incerteza de respostas inéditas.
Porque a energia que um evento desta natureza – um híbrido paradoxal, já que promovido por uma galeria comercial, mas que ultrapassou qualquer quesito economicista -, pode constituir-se como discurso complementar à estratificação dicotómica da arte actual, empurrada para extremos ditos alternativos ou demasiado institucionais.
Porque a decisão sobre o que é ou não arte, sobre o que deve ou não ser exposto e sobre o que vincula uma obra ao seu contexto é, em primeira instância, uma decisão individual dos artistas; assim, numa exposição que dá liberdade criativa aos seus protagonistas, esta questão poderá ganhar uma relevância suplementar.
Porque a arte tem uma tendência para se levar demasiado a sério, e é nos momentos de dúvida, experimentação e derisão que frequentemente melhor se expressa.
Porque a cumplicidade é aqui assumida, reiterada e exposta. E, finalmente, porque tal como alguém que teimosamente se dedica à divulgação da arte contemporânea numa cidade do interior deste país, é na persistência de pequenos gestos que se consegue tornar a realidade mais habitável, na construção de comunidades que consigam olhar criticamente o que produzem e, quando possível, alargando o seu espectro de acção para comunidades que lhe serão, à partida, alheias.”
à varanda
Sábado
28 de Julho
22h
Manuel Santos Maia
Ruben de Freitas
Nuno Ramalho
Miguel e Daniela
Balla Prop
Maria Fidalgo
João Coração
Cristina Regadas
à varanda,
percurso pela baixa do Porto,
nas varandas das casas de vários artistas.
serão apresentar diversas intervenções artísticas
instalação,
performance,
Percurso:
Início às 22h
I _ Ruben
Av. Rodrigues de Freitas, nº 190, 2º andar
II _ Nuno Ramalho
Rua Passos Manuel, nº 249, 2º andar (Poveiros)
III _ Daniela e Miguel
Rua Augusto Rosa nº 190, 3º andar esq. (à Batalha)
IV _ Manuel Santos Maia
Rua Guilherme Costa Carvalho, 4º andar (aos Aliados)
V _ Balla Prop
Rua Guilherme Costa Carvalho, 2º andar (aos Aliados)
VI _ Maria Fidalgo
Rua Guilherme Costa Carvalho, 5º andar (aos Aliados)
VII _ Juão Coração
Rua Guilherme Costa Carvalho, 3º andar (aos Aliados)
VIII _ Cristina Regadas
Entre a Rua Guilherme Costa Carvalho e a Rua Rodrigues Sampaio, 3º andar (aos Aliados)
IX _ Putice
Trav. De Liceiras, nº 18
Programação e organização:
Susana Chiocca
93 428 35 38
Rua do Bonjardim, 253 2º
4000 – 124 Porto
Programadora
Susana Chiocca
Licenciada
doutoranda pela FBAC-UCL em Cuenca;
tem vindo a apresentar o seu trabalho desde 1997
em diversos espaços no país e no estrangeiro.
PORTO: VARANDAS COM INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS
2007-07-27
http://www.artecapital.net/noticias.php
O projecto “À Varanda”, que decorre amanhã a partir das 22 horas, consiste num percurso pela baixa do Porto, no qual se irão apresentar diversas intervenções nas varandas das casas de alguns artistas. A varanda é o espaço que pertencendo à casa está em suspenso e em aberto permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Logo, este projecto - da responsabilidade de Susana Chiocca - pretende viabilizar esse contacto com o exterior, com o transeunte. Intervenções artísticas diversas, desde instalações, performances e concertos, espalham-se por diversos pontos da cidade. Participam na iniciativa Ruben de Freitas, Nuno Ramalho, Miguel e Daniela, Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração, Cristina Regadas e Putice.
Dez artistas vão estar à varanda no deserto da Baixa do Porto
28.07.2007, Inês Nadais
http://jornal.publico.clix.pt/
A Baixa morreu? É uma hipótese, mas talvez estejamos a ser pessimistas. Logo à noite, a partir das 22h, vai haver vida na Baixa: lá em cima, nas varandas de alguns prédios das ruas de Augusto Rosa, de Guilherme Costa Carvalho e de Passos Manuel, e cá em baixo, no passeio. São nove micro-espectáculos (instalações, performances, intervenções sonoras) para ver no deserto da Baixa.
Além de um conjunto de espectáculos, À Varanda é um itinerário que percorre as residências de artistas sediados no Porto. "A varanda é o espaço que está em suspenso e em aberto permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Quisemos aproveitar o facto de vários artistas viverem na Baixa e também essa conexão com o exterior. Não tem havido muitos acontecimentos virados para a cidade e aqui espectadores e transeuntes podem cruzar-se", diz Susana Chiocca. Responsável por um espaço, A Sala (Rua do Bonjardim, 235, 2º), em que a fronteira público-privado é particularmente difusa - "É a sala do meu próprio apartamento, apresentamos lá performances uma vez por mês" -, a artista explica que o projecto À Varanda apareceu justamente na sequência de um impasse na Sala: "Não sabíamos se ia continuar e achámos que isto podia ser uma passagem". A Sala vai continuar mas hoje eles estão na varanda.
190 da Avenida de Rodrigues de Freitas é a porta onde começa o percurso, que termina no nº 18 da Travessa de Liceiras.
190
da Avenida de Rodrigues de Freitas é a porta onde começa o percurso, que termina no nº 18 da Travessa de Liceiras.
Onze artistas participam, hoje à noite, no projecto «À Varanda», que vai levar diversas intervenções artísticas ao centro da cidade do Porto, disse à Lusa fonte da organização da iniciativa.
“A varanda é o espaço que, pertencendo à casa, permanece em suspenso e em aberto, permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Este projecto pretende viabilizar esse contacto com o exterior, com o transeunte e outros”, acrescentou a fonte.
A iniciativa tem a participação de Ruben de Freitas, Nuno Ramalho, Miguel e Daniela, Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração, Putice! e Cristina Regadas.
O percurso inicia-se às 22h00, junto à casa de Ruben de Freitas (Av. Rodrigues de Freitas, n.º 190, 2.º), seguindo depois para a de Nuno Ramalho (Rua Passos Manuel, n.º 249, 2.º, aos Poveiros) e para a Rua Augusto Rosa, n.º 190, 3.º Esq.,(à Batalha), onde vivem Daniela e Miguel.
Seguem-se as casas de Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração e Cristina Regadas, todas na Rua Guilherme Costa Carvalho (aos Aliados), terminando o percurso junto à casa de Putice!, na Travessa de Liceiras, 18~(ao Bonjardim).
As intervenções artísticas incluem instalação, performance e concerto, entre outras.
A programadora desta iniciativa, Susana Chiocca, licenciada
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/
CAIS
ARTE E ACÇÃO SOCIAL
Depois de dedicar a edição de Maio da Revista ao projecto Descartáveis, a CAIS apresenta de
Artistas Participantes:
· Manuel Santos Maia
· Nuno Ramalho
· António Júlio Duarte
· Duarte Amaral Netto
· Sandro Resende
· Paulo Romão Brás
· Susanne Themlitz
· João Penalva
· Maria Lusitano
· Sandra Cinto
· Francisco Queirós
· Paula Roush
· Ana Pérez-Quiroga
· Miguel Palma
· Valter Vinagre
· Xana
A exposição representa a segunda fase deste projecto, reunindo não só alguns dos trabalhos já publicados mas também outros, que dão continuidade às primeiras obras apresentadas. A inauguração será no próximo dia 17 de Julho, às 19h00, e consiste numa visita guiada pelas 16 obras que compõem esta exposição, estando o ponto de encontro marcado para a Avenida da Liberdade (à Cç. da Glória).Embora a visita guiada se centre na Avenida da Liberdade, a exposição estará igualmente presente na Avenida de Roma, Estefânia, Santos, Rato, Estrela e na Avenida António Augusto Aguiar.
A exposição de arte pública Descartáveis assume o mupi como suporte de aproximação a um público que habitualmente não frequenta espaços culturais, intervindo artisticamente num suporte destinado por excelência à informação publicitária e que reforça assim, pela contradição do ruído urbano, o conceito base deste projecto e das 16 obras que o constituem.
Esta iniciativa foi idealizada pelo Grupo 21 1/2 (Plataforma Independente de Transgressão Artística, liderada por João Mourão, Paulo Romão Brás e Sandro Resende) que desafiou a Associação CAIS a produzir uma edição da revista e uma exposição dedicadas ao tema Descartáveis.
Este projecto visou promover o envolvimento da população-alvo da intervenção da Associação CAIS, pessoas e grupos que se encontram em situação de risco ou exclusão social, num projecto artístico e social. Entre os meses de Março e Abril, os artistas visitaram instituições sociais em Lisboa, a fim de conhecerem o trabalho desenvolvido no terreno, interagirem com a população-alvo e, em simultâneo, estimularem a sua criatividade e participação neste projecto.
No âmbito de um renovado posicionamento da CAIS, Desperta Consciências, Descartáveis, numa ligação sócio-artística, questiona a cultura mercantilista do "usa-e-deita-fora" que faz depender o valor do ser humano do ganho que este é ou não capaz de produzir, tornando-o assim num objecto útil ou dispensável.
Tema - Descartáveis:
“O esvaziamento da textura humana dos valores que a compõem, como resultado da utilização mercantilista da pessoa humana, entendida como meio e nunca como um fim, faz depender a importância do ser humano do ganho que este é capaz de produzir, tornando-se sempre descartável ou dispensável, cada vez que a criação de riqueza deixar de se verificar com ele. Por outro lado, a valorização do que existe com base na qualidade do retorno que este nos possibilita, tornou as transacções mundiais num materialista e desrespeitador "usa-e-deita-fora".
· João Mourão
· João Pinharanda
· Manuela Sanches
O Grupo 21 ½
O Grupo 21 ½: Plataforma Independente de Transgressão Artística, liderado por João Mourão, Paulo Romão Brás e Sandro Resende, é experiente em produção e curadoria de exposições similares, principalmente na realização de projectos de arte urbana e de projectos em locais pouco convencionais e fora do circuito galerístico.
Projectos recentes: Manicómio Dr. Heribaldo Raposo – Museu da Cidade, Pavilhão Preto, Lisboa - Maio de 2006; IN Between – Kleines Kabinett, Lisboa - Novembro 2006; Go IN BETWEEN – kLEINES KABINETT, Lisboa – Fevereiro de 2007; Stigmata – Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural, Lisboa – Março de 2007; Objecto Simulacro – Pavilhão 24, Hospital Júlio de Matos, Lisboa – Março de 2007.
rastos
Eduardo Matos
Manuel Santos Maia
Renato Ferrão
Inaugura
Manuel Santos Maia
apresenta o projecto:
http://manuelsantosmaia-non.blogspot.com/



Em Rastos, Eduardo Matos, Manuel Santos Maia e Renato Ferrão apresentam três trabalhos inéditos, em instalação e escultura, que convocam elementos relacionados quer com o espaço e a arquitectura, quer com uma ideia de memória, ou que utilizam estes mesmos elementos na problematização de outras temáticas relacionadas com a vivência contemporânea.
Para esta exposição, Eduardo Matos concebeu uma escultura em diversos materiais e socorrendo-se de vários meios artísticos, como o vídeo, a fotografia, o desenho e os objectos. Os vários elementos que compõem a peça, dispostos sobre uma mesa, serão sujeitos a uma apreciação e relacionamento por parte do espectador que, assim, acaba também por integrar a obra. Um monitor que projecta luz sobre um edifício em ruínas, um conjunto de desenhos e esboços técnicos de projectos de arquitectura – algo esquecido e guardado que agora se revela – ou uma gaveta que contém registos fotográficos: estes são alguns dos elementos utilizados por Eduardo Matos na composição da presente obra.
Manuel Santos Maia propõe a criação de três instalações constituídas por diversos elementos, sendo que a temática central é a migração, mais especificamente os processos migratórios verificados no e a partir do território nacional. A reflexão em torno desta questão concretiza-se através de um mural que convoca a paisagem arquitectónica tradicional alentejana e da costa sul do Algarve, sendo que algumas características típicas deste tipo de construções são utilizadas no mesmo mural. A alusão a um determinado percurso migratório não concretizado, bem como da morte, aparece nestas obra através da colocação no chão de representações tradicionais portuguesas de andorinhas em barro, que se encontram quebradas (provenientes dos países a sul da Europa, as andorinhas representam também as migrações que actualmente se verifica entre o norte de África e a Europa). Ao longo da parede oposta serão também colocadas representações de postes de electricidade. Os fios, suportados por estes postes, irão atravessar o espaço expositivo, representando ligações, mas também convocando os lugares onde normalmente observamos algumas espécies de aves migratórias, como as andorinhas ou as cegonhas.
A escultura/instalação da autoria de Renato Ferrão que integra esta mostra é composta por um conjunto de estruturas de auxílio a uma acção. Todas são reproduzidas em escala inferior às que são próprias a estas construções sendo que cada uma delas não estará necessariamente consonante com as outras, procurando-se explorar, nas suas relações com o espaço expositivo, distâncias, por vezes incongruentes, e profundidade de campo. Estes objectos encontram-se, quando não desmantelados, num estado estacionário e em reunião pelo que podemos dizer que se trata de um conjunto.
Nesta instalação estabelecem-se relações que se referem a trabalho e alienação, à procura permanente de equilíbrio entre um pré estabelecido e a necessidade de encontrar brechas...
Notas biográficas:
Manuel Santos Maia nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Licenciado
Natural do Rio de Janeiro, Brasil, Eduardo Matos, que actualmente vive e trabalha no Porto, licenciou-se no curso de Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Sendo um dos mais proeminentes jovens artistas da cidade, tem participado activamente nos inúmeros projectos alternativos promovidos no Porto à margem dos circuitos galerístico e institucional, como por exemplo o Salão Olímpico, do qual foi membro fundador. Em 2005 mostrou desenho, pintura e escultura na exposição To Drag, na Galeria Quadrado Azul, sendo que através destas obras o artista abordou criticamente temas relacionados com a cidade contemporânea. Encontra-se representado em diversas colecções de arte, como por exemplo as de Paulo Mendes, da Fundação PLMJ e das Universidades do Porto e do Minho, entre outras. Actualmente participa também na exposição “Depósito: anotações sobre densidade e conhecimento”.
Tendo terminado em 2001 o curso de artes plásticas, vertente de escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Renato Ferrão (Vila Nova de Famalicão, 1975) tem vindo a assumir-se como um dos mais destacados nomes da jovem geração de artistas cuja actividade se desenvolve na cidade do Porto. Membro fundador do projecto Salão Olímpico, no âmbito do qual se realizou um vasto número de exposições à margem dos circuitos institucional e comercial, Renato Ferrão produziu vários projectos em parceria com outros artistas, dos quais se destacam a mostra No Future, que esteve patente na Galeria 24B em Oeiras, em 2005, cujos trabalhos forma desenvolvidos com Nuno Ramalho, ou The Stars Turn Into Stripes Forever, com Eduardo Matos (2003). Renato Ferrão produz uma obra escultórica na qual tem explorado ideias relacionadas com temas como o consumismo, a produção em massa, a sociedade do espectáculo ou a percepção de determinadas realidades, sobretudo no contexto da criação artística. Em 2006 realizou, na Galeria Quadrado Azul, a mostra “Quem tem olho é Rei” e integra actualmente a exposição “Depósito: anotações sobre densidade e conhecimento”.
Rastos de Eduardo Matos, Manuel Santos Maia e Renato Ferrão.
Aida Castro, Junho 2007
O corpo vai efectuando marcas. Poderíamos pensar na escrita que desde a agricultura, a cultura da terra, efectiva necessidades e ambições humanas. Traçar e circunscrever o terreno, desenhar nesse espaço linhas de cultivo, transformar o meio para produzir alimento, cuidar da cultura. Mas a convicção humana decidida a marcar o mundo acabou por subverter nesse corpo que efectua e risca e traça: a colónia penal de Kafka apresenta uma máquina de escrita capaz de registar leis na carne dos corpos, as agulhas gravam em profundidade a marca consoante a gravidade da desobediência ou do crime. Grafar, traçar, metamorfoseou num discurso de ordem onde se optimizam relações de poder. Estes perigos para o corpo, entenda-se corpo na sua máxima extensão, indiciados por vários autores no final do século XIX e princípio do século XX alertam, e requerem a responsabilização, a crítica e a reflexão sobre a acção humana e a marca que deixa inscrita. Essas marcas são também palavras, imagens, signos — spectrums. Baudrillard, próximo do final do século XX, assinala um corpo marcado, ou vala de signos, aquele que se enfeita e brilha por ter estado sob castração[1]. Um trabalho sobre o corpo e os seus signos, possível numa situação pós-grandes guerras, que critica o jogo das marcações impostas por um sistema altamente produtivo capaz de definir comportamentos, apetites e carências.
Aproximando-nos do título desta exposição, rasto é antes de tudo associado a uma condição animal e natural, o rasto que fica de uma passagem, uma pegada. Numa das tricotomias do signo elaborada por C. S. Peirce[2] o índice é uma divisão do signo em conjunto com o ícone e o símbolo. O índice é um estado do signo que deixa rasto. Pode ser a pegada que deixa a imagem da passagem do corpo. O fumo que acusa fogo. As ruí