projecto alheava

no

quase resenha

por

Marcos Visnadi

(momento IV)

VEDUTA

Revista de Estudos em Património Cultural

apresentação do terceiro número da revista

no Centro Cultural Vila Flor

sexta-feira, dia 06 de Novembro, às 17h00,

(…) da responsabilidade d' A Oficina, têm como objectivo estimular a reflexão sobre o património cultural enquanto elemento-chave na definição da identidade colectiva. Com edição anual, a revista Veduta abre espaço à divulgação de alguns trabalhos de investigação que se têm desenvolvido dentro das várias vertentes do património móvel, imóvel e imaterial.

.

.

.

ARTE E PATRIMÓNIO

TRÊS ESCRITAS

DA HISTÓRIA EM DIRECTO

por

Rita Castro Neves

Artista plástica, curadora na área da Live Art

e professora de fotografia e vídeo

Quando nos referimos a património

referimo-nos a um conjunto de monumentos,

documentos, objectos, factos que são aceites

por um conjunto de pessoas como fazendo

parte da história desse mesmo grupo. E que

nesse sentido deve ser preservado.

A arte contemporânea é de uma ordem

diferente, é como que um registo da ordem

da historiografia. Quando estamos perante

uma obra de arte contemporânea colocamos

frequentemente a questão: Estaremos

perante uma escrita da história?

(…)

O património individual do artista compõe-se

então do que este já fez no passado,

isto é, as suas temáticas e as diferentes

formas de as abordar (ângulos, materiais,

estratégias...), e influencia definitivamente

a sua criação presente e futura.

Partindo então do conceito de

historiografia enquanto processo de

escrita da história vamos debruçarmo-nos

sobre obras de arte contemporâneas que

reflectem sobre os efeitos da história e sua

influência na actualidade. Mais do que um

interesse histórico sobre uma temática o

que nos interessa é então um interesse

contemporâneo sobre algo que tem

origem no passado.

Na sequência destas reflexões

analisaremos três casos práticos de obras

e conjuntos de obras de três artistas

contemporâneos portugueses que têm

escolhido uma reflexão também política

sobre acontecimentos históricos.

Os trabalhos escolhidos para aqui são S

de Saudade de Paulo Mendes, alheava de

Manuel Santos Maia e Não Ponham Mais

Palavras na Minha Boca da minha autoria.

São trabalhos que abordam - de forma

diferente - o regime ditatorial de Oliveira

Salazar, a guerra colonial e a sua

influência na actualidade.

Sobre esta questão não se quer deixar de

referir a obra de José Gil Portugal, Hoje:

(…)

Manuel Santos Maia,

alheava (1999-2009)

Alheava é também um trabalho de vários

anos qu12 e questiona as imagens das

colónias numa perspectiva pessoal.

Como o próprio Manuel Santos Maia

afirma “o projecto pretende abordar o

alheamento de Portugal relativamente

ao passado colonial e pós-colonial”

num “processo de rememoração” que

“reivindica e contraria a simplificação da

versão oficial da história”13.

Confundindo de forma sistemática

informação familiar produzida à

época da guerra colonial e à época do

retorno, informação familiar produzida

actualmente, informação oficial da época

e informação actual, Manuel Santos Maia

tem vindo a dar visibilidade a uma ferida

nacional recente (e pessoal).

Tendo por base materiais como

livros, fotografias, objectos, móveis,

relíquias, filmes, vozes, discursos,

manuais escolares, desenhos, o artista

vai abordando a temática usando

suportes diferentes (desenho, fotografia,

projecção, som, teatro, escultura,

instalação de objectos, vitrinas, leituras,

performances...).

Para lá da dispersão dos suportes

assistimos também à dispersão das

mostras. Com efeito alheava é um

projecto que já participou em mais

de 43 exposições (entre colectivas e

individuais), em países como Noruega,

Espanha, Bélgica e Estados Unidos da

América e em cidades nacionais como o

Porto, Lisboa, Coimbra, Lagos, Oeiras,

Guimarães, Braga, Santo Tirso, Cascais,

entre outras. A dispersão geográfica

de alheava como que exige as suas

sinalizações num mapa, para não nos

perdermos.

“A segunda fase do projecto realizar-se-á

após a apresentação da totalidade das

mostras da primeira fase e compreende

uma viagem a Moçambique, ao país

representado no projecto “alheava”14.

Mais do que uma viagem (geográfica,

temporal, artística, pessoal) alheava é um

vaguear. As dispersões e alheamentos

acumulam sentidos na confusão típica

do estado de espírito de quem está em

conflito.

Categorias são criadas, tipos

estabelecidos, objectos dispostos e

museuficados. São estatutos novos para

objectos e imagens antigos que se tentam

desta forma rever e interpretar. Lançando

mão de uma estratégia arquivística e

cumulativa, o artista faz e refaz a história,

como quem faz e desfaz as malas.

A mais invisível das épocas da história

portuguesa é aqui constantemente

mostrada e revista, contra a amnésia

colectiva e familiar. Reencena-se a partir

de documentos históricos pré-existentes,

nitidamente porque a primeira fotografia

saiu mal.

12 Alheava iniciou-se em 1999 quando Manuel Santos Maia

ainda era estudante da Escola Superior de Belas Artes da

Universidade do Porto.

13 Retirado do texto do artista publicado no seu site e em

Propostas da Arte Contemporânea Posição: 2007, Miguel

von Hafe Pérez (ed.), 2007, Porto, Fundação de Serralves/

Público, Colecção de Arte Contemporânea Público Serralves,

p.86, 158 pp.

14 Idem.

15 Site-specific é um termo anglo-saxónico comummente

utilizado a partir dos anos 70 do séc. XX para designar obras

de arte que são feitas para a especificidade geográfica,

temática, histórica, política, estética de um local.

projecto

alheava

no

quase

resenha

por

Marcos Visnadi

V-a-B Art fest

6,7 e 8 Novembro

no Espaço do Estaleiro Cultural

Velha-a-Branca

Braga

Programa

Sexta feira, 6 de Novembro

21h30 Inauguração das exposições de artes plásticas (Pintura, Desenho, Ilustração, BD, Fotografia, Vídeo, Instalação) com os artistas: Ângelo Ferreira de Sousa, Domingos Loureiro, Luís Fortunato Lima, Manuel Santos Maia, Sónia Carvalho, Valter Hugo Mãe, Carla Cruz, Marco Mendes, Miguel Carneiro, entre outros

23h00_Dj Sónia Carvalho

Sábado 7 Novembro_15h00 – 19h00

Projecto Importa Expor-te

Workshop de impressão

17h00_Lançamento do livro ‘Depois de 1950’ António Quadros Ferreira, Ed. Afrontamento

(a confirmar)

18h00_Lançamento do livro "O Estrangulador de bonecos de neve" de Carlos Vaz com Apresentação de A. Pedro Ribeiro

21h15_Performance de A. Pedro Ribeiro "poesia de Choque".

21h30_Conversa com Ivo Martins (coleccionador de arte)

22h00_Conversa com Francisco Laranjo (artista e Presidente da Fac. Belas Artes do Porto)

22h30_Conversa com Marco Espinheira (Agência de Arte Sota Art)

23h30_Dj Xico Policia (Miguel Pedro – Mão Morta) e Dj Palas (Smix Smox Smux)

Domingo 8 Novembro

15h00 – 19h00_Projecto Importa Expor-te

17h00_Lançamento de Pedro Seromenho do livro "Nascente de tinta " (ou "900")

18h00_Apresentação do Projecto Ponte Pedonal Vilamoura XXI pelo gabinete arquitectos And-Ré

21h15_Performance.de Geert Vermier

21h30_Conversa com Mário Sequeira (Galerista)

22h00_Conversa com Carlos Corais (Director do Museu Nogueira da Silva)

23h00_Concerto com Smix Smox Smux

Encerramento do Festival

alheava em Macau

O Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial da China com os Países de Língua Portuguesa (Macau), em colaboração com o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais irá inaugurar uma Exposição Colectiva sobre Moçambique, no próximo dia 24 de Outubro, pelas 16h30m, na Casa-Museu de Exposições Temporárias da Avenida da Praia, na Taipa, integrada no Programa da 12ª edição do Festival da Lusofonia.

A mostra deriva de um compromisso assumido na edição de 2008 do Festival da Lusofonia e conta com o apoio do embaixador da República de Moçambique em Pequim, António Inácio Júnior.

A inauguração contará o com o apoio do embaixador da República de Moçambique em Pequim, António Inácio Júnior.

A Exposição Colectiva de Artistas Contemporâneos de Moçambique, poderá ser visitada entre os dias 24 de Outubro e 29 de Novembro próximos, entre as 10 horas e as 18 horas, excepto à segunda-feira.

Fonte : Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comerical entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM

Endereço Avenida da Praia Grande, nos. 762-804, Edif. China Plaza, 15.º andar, Macau Tel(853) 2833 2886 Fax(853) 2833 5426 E-Mailinfo@gcs.gov.mo / cspress@macau.ctm.net

澳門特別行政區政府新聞局

地址:澳門南灣大馬路762-804號中華廣場15 本局總機:(853) 2833 2886 傳真號碼:(853) 2833 5426 電郵地址:info@gcs.gov.mo / gcspress@macau.ctm.net

alheava

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Marcos Visnadi

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quase resenha

alheava
um
Portugal NEGRO
e um
Moçambique BRANCO

....... alheava _ Moçambique Branco e Portugal Negro na exposição Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos – Viarco Express patente de 1 Outubro a 15 Novembro no Museu da Presidência da República com: Albuquerque Mendes, Alexandra do Carmo, Álvaro Leite, Siza Vieira, Ana Anacleto, Ana Guedes, Ana Pérez-Quiroga, Ana Pimentel, Ana Torrie, Ana Vidigal, André Alves, André Carrilho, Ângelo de Sousa, António Antunes, António Charrua, António Jorge Duarte, António Melo, António Olaio, Augusto Cid, Baltazar Torres, Brian Cronin, Bruno Borges, Carla Capela, Carlos Botto, Carlos Carreiro, Carlos dos Reis, Carlos Pinheiro, Cristina Lamas, Cristina Robalo, Cristina Sampaio, Daniel Barroca, Diogo Pato, Eduardo Salavisa, Egas José Vieira, Fabrizio Matos, Fátima Mendonça, Fernando Conduto, Fernando Pinto Coelho, Francisco Queirós, Francisco Vidal, Frederica Bastide Duarte, Gerardo Burmester, Graça Morais, Guida Casella, Hugo Canoilas, Isaque Pinheiro, Joana Vasconcelos, João Baeta, João Catarino, João Pedro Vale, Joen P-Vedel, John Hawke, Jorge Abade, José Emidio, José Louro, Julião Sarmento, Karina Cid, Luís Figueiredo, Luís Lima, Luís Gonçalves, Luís Penha, Mafalda Santos, Manuel Graça Dias, Manuel Santos Maia, Margarida Rebelo Pinto, Maria Velez, Mariana Moraes, Marta Soares, Marta Wengorovius, Mauro Cerqueira, Miguel Vieira, Mónica Cid, Nuno de Sousa, Nuno Vidigal, Paula Rego, Paulo Brighenti, Paulo Mendes, Paulo Patrício, Paulo Quintas, Pedro Barbosa, Pedro Cabral, Pedro Cabrita Reis, Pedro Pousada, Pedro Quintas, Pedro Ravara, Pedro Reis, Rasmus Blaedel, Ricardo Pistola, Rita Guedes Tavares, Rui Chafes, Rute Rosas, Samuel Silva, Sara Maia, Susana Mendes Silva, Vasco Barata e Yasuto Masumoto Produção: Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural e Associação Cultural Saco Azul em parceria com Viarco – Indústria de Lápis, Lda.

(Fotografia de Daniel Pires) Site Viarco Site Museu Presidência República
THE DRAWING SALON
private view
26th of September 16h-21h
open 27th 14h-19h
- Adam Latham - Alan Magee - Amir Chasson - Ana Fonseca - André Trindade - Ann-Marie James - Bruno Borges - Carla Cruz - Carla Filipe - Carlos Noronha Feio - Catarina Viana - Claire Barrett - Daniel Barroca - Evgenia Tabakova - Fabienne Jacquet - Francesca Anfossi - Franko B - Gonçalo Pena - Joe Schneider - Maddie Moore - Manuel Santos Maia - Marta Moura - Mikael Larsson - Nathan Witt - Nikos Mantzios - Romeu Gonçalves - Sara Nunes - Stefan Bruggenman - Patrick Coyle - Thomas Qualmann -
inaugura dia 19 Set
exposição de livros de artistas
com:
Antero Ferreira,
Carla Filipe,
César Figueiredo,
Inês Azevedo,
José Rosinhas,
Manuel Santos Maia,
Marco Mendes
e Nuno de Sousa
patente de 19 SET a 31 OUT
Curadoria de José Rosinhas
Rua D. Manuel II,320 r/c
4050-344 Porto
tel. 226 094 805/06
fax: 226 094 807
Este é o retrato de um País que pensa o presente à distancia, com a claridade que este permite ter.

Os Sem Nome – uma cartografia de um País sem assinatura

Esta exposição baseia-se numa pesquisa de novas formas pensar a ficção cientifica que vivemos na relação entre a produção artística democratizada por novas tecnologias e a pesquisa curatorial.

Fotógrafos que partilham imagens na rede internet flickr e que se encontram virtualmente num contexto globalizado a partilhar imagens locais de um Pais que poderíamos reconhecer como Portugal.

Exposição de imagens fotográficas em suporte digital de formas de ver: estradas, pessoas nos cafés, amores, automóveis, fabricas abandonadas com mar e céu sempre presentes.

O território que traçamos hoje não traz fronteiras mas uma luz que o distingue de outras geografias; Autores sem nome próprio, sem assinatura, a obra de arte a descobrir entre um nome inventado e real como a ficção que vivemos no nosso dia-a-dia entre facebooks e vídeo conferencias; Este é o retrato de um País que pensa o presente à distancia, com a claridade que este permite ter. Não assinamos uma historia colectiva mas guardamos numa memoria virtual as imagens que construímos na nossa passagem por um território real.

Os Sem Nome somos todos nos mas o seu retrato talvez ainda nos seja desconhecido.

Sílvia Guerra, curadora da exposição

“Os Sem Nome” será a primeira exposição do projecto Tráfico, cujo o convidado não é um artista, mas sim um curador.Silvia Guerra traz-nos uma visão de um Portugal diferente e onde as palavras “esquecido” e “adormecido” fazem parte de uma lista de outros adjectivos que poderiam classificar o chamado Portugal Contemporâneo. O projecto curatorial explora os novos meios, como o uso das redes sociais na Web, nomeadamente o Flickr; assim como abre a discussão para outras reflexões do âmbito da sociedade portuguesa contemporânea.Uma delas e que em parte se relaciona com a anterior é a “geração Erasmus”. Esta nova geração nascida após a adesão de Portugal a um espaço comunitário alargado trouxe consigo uma aproximação diferente e que ajudou a quebrar a imagem dos portugueses enquanto povo isolado e alienado do resto do mundo habitualmente cingido à sua vida de sobrevivência no canto oeste da Europa ou a histórias de emigação carregadas de sacrifício e saudade.Se por um lado lhe foi dada a oportunidade de viajar e estudar fora do país, por outro transformou-se numa geração em rota de colisão com o modo de vida existente e mais exigente.As suas ideias e forma de estar entraram, ainda que não premitadamente, em choque com a realidade do seu país natal forçando-a a procurar oportunidades fora do país.A barreira da adaptação a um novo lugar, cultura e língua foi iniciada na fase de aprendizagem anterior, não sendo um problema de maior.Portugal perdeu assim uma oportunidade de se reabilitar ao Mundo, através da inclusão da maioria destes indivíduos, mais cultos e com mais conhecimentos, na sua população activa gerando um novo fenómeno de emigração, que perspectivando num longo-prazo poderá custar caro ao país. Contudo, sentimentos identificados como quase únicos noutros tempos, como a saudade, mantêm os laços entre este grupo e o país.Tal como no passado, Portugal tornou-se no lugar onde vivem a família, amigos e onde habitam as memórias da infância – as raízes.A Fotografia tornou-se então numa forma de linguagem – um standard “de facto”, entre várias pessoas desta geração, que habitam dentro e fora do país.A partir dessas imagens é possível identificar um Portugal diferente: o destino das férias, o da vida quotidiana ou o que está carregado de detalhes que pela habituação do olhar se tornam indiferentes.Da reunião de vários destes pontos de vista surge esta exposição, que Silvia Guerra traz até nós e que nos volta a devolver o país onde vivemos. (Ver / Ler aqui)

apresenta dia 2 Agosto
cantos de estima
dos 12 exemplares, de
A região central de São Paulo ganha um novo centro cultural. A Associação Cultural Cecília abres suas portas com o Projeto 12 Exemplares, que reúne trabalhos super diferentes de brasileiros e portugueses em torno de um livro de poemas. Convidados pela própria autora, fotógrafos, artistas plásticos, cineastas e músicos criaram a partir do livro de Júlia de Carvalho Hansen, feito em edição limitadíssima de 12 exemplares. O resultado desse convite e dessa diversidade cultural você confere por lá, assim como o show de Flavio Tris, que encerra a pocket-exposição. [julia reina]
A idéia inicial de 12 exemplares foi de colocar em circulação o livro de poemas cantos de estima por um meio que não fosse virtual e nem institucionalmente estabelecido, concebendo sozinha e artesanalmente a primeira edição do livro cantos de estima, em tiragem primeira de 12 exemplares.(Por acasos, os 12 viraram 14.)
Cada um desses exemplares foi dado a uma pessoa por mim considerada como singular, gente da minha simpatia pessoal e do meu respeito pelo trabalho. Nem todas se conhecem entre si, nem todos são propriamente meus amigos, a maior parte deles vivem em São Paulo, outras no Porto e uma delas em Paris.Divergem entre si nas idades e profissões, mas cada uma é a seu modo ligada às artes. Foram todas convidadas previamente, com a proposta de que fizessem alguma coisa com o exemplar e/ou com o gesto que recebiam, intervindo na própria edição ou praticando algo externo a ela. Por “coisa” entendo qualquer ação que implique um fazer, artístico, intelectual, manual.
Os livros foram entregues por mim entre novembro de 2008 e janeiro de 2009.
A primeira resposta que tive em mãos foi no dia 6 de abril.
...
Nos próximos tempos vamos realizar uma exposição e um livro de respostas juntando os trabalhos dos convidados com os poemas originais.
os convidados Os exemplares são numerados e pertencem:
Nasceu em São Paulo, em 1986. É fotógrafa e escritora, graduada em Relações Internacionais pela PUC. Atualmente vive em Paris, estuda filosofia. Quando ela voltar, tomaremos um chá antes da minha mudança. Seu trabalho fotográfico pode ser visto em liriade.
Nasceu no Porto, em 1977, onde vive. É artista visual e foi quem me apresentou Portugal na cor vermelha. Licenciada em Artes Plásticas pela Universidade de Belas Artes do Porto, na vertente de escultura. Também estudou no departamento de fotografia da École Superieure Artistique "Le 75". Seu site é cristinaregadas.com e há também o sempre condunte eiikii.
Artista plástico português, nascido em Nampula, Moçambique, em 1970. Vive no Porto. Licenciado em pintura pela Universidade de Belas Artes do Porto, atualmente é doutorando no Doutoramento "Modos de Conhecimento na Prática Artística Contemporânea" na Universidade de Vigo. É também educador e comissário de exposições, cujo trabalho pode ser visto em josé maia. Os projetos do artista plástico podem ser vistados em manuel santos maia.
Nasceu em Requeixo, Aveiro, em 1973. Vive e trabalha no Porto. É artista plástica, licenciada em escultura pela Universidade de Belas Artes do Porto e é mestre em "Práticas Artísticas Contemporâneas" pela mesma faculdade. Um pouco de seu trabalho se apresenta em Carla Filipe.
04a Arturo Perez Gamero
Poeta, nascido em Santo André, em 1980, é também estudante de Filosofia na Universidade de São Paulo. É casado com a Andrea Aly, do exemplar 08.
05 Vera Egito + Marion Hesser
as duas artistas trabalharam com um mesmo exemplar e se apresentarão numa só resposta. Ambas nasceram em SP, a Vera em 1982 e a Marion em 1984, como eu. A Vera é cineasta, formada em Audiovisual pela ECA - USP. Está em fase de montagem do seu 3o curta metragem como diretora e co-roteirista, o 25 (2009). Os dois anteriores são Espalhadas pelo Ar (2007) e O Elo (2008). Para exibição do Espalhadas. A Marion é formada em Relações Internacionais pela PUC - SP, estuda Filosofia na USP e é bailarina.
Mineiro de Itajubá, nascido em 1979, vive em São Paulo. Formado em Cinema e Vídeo pela ECA- USP, é fotógrafo. Desenvolve o projeto ensaio sobre a loucura onde apresenta retratos através da técnica do pinhole digital e fragmentos de entrevistas dos retratados, explorando as margens da loucura nas próprias vidas. Dos convidados, ele é o único que eu não conhecia para mais de três palavras. O site do gUi é guimohallem.com e há também o seu flickr.
É crítico literário, meu professor. Doutor e pesquisador na área de literatura brasileira da Faculdade de Letras e do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, seu currículo pode ser acessado na plataforma Lattes.
08 Andrea Aly
É artista plástica, ilustradora e professora. Entre a minha entrega do exemplar para ela e a resposta que ela me deu, nasceu a Clara, filha também do Arturo.09Eva UviedoNasceu em maio, na Argentina. É paulistana, ilustradora.
Vive em São Paulo, onde nasceu em 1981. É advogado, mestrando em direito e músico. É leonino e compositor.
Meu companheiro de armas e alegrias. É escritor e crítico literário.Formado em Letras pela USP, foi professor de surdos e também ativista do movimento LGBT, pelos grupos Prisma, da USP, e CORSA. Na internet, atualmente o Marcos divide suas atividades entre o quase resenha e o atlás atras.
11 Alfredo Pimenta
Nascido em 1950, em São Paulo, arquiteto de profissão, recusou a Universidade Mackenzie de Engenharia em 1972, faltando um ano pra terminá-la e, nunca diplomado, sempre trabalhou como arquiteto, particularmente voltado à projetos de restaurantes, hotéis e casas noturnas. Foram projetados por ele lugares como o Radar Tantã, o Aeroanta e o restaurante a Lanterna. O modo de conseguir falar com ele é por telefone: 11 3062-4276.
12 Clarisse Valadares
Nasceu em 1991, em Belo Horizonte. Vive em São Paulo, onde atualmente trabalha como barista no Starbucks. É a mulher do meu melhor amigo. Foi a 1a. a conhecer o Lero.
Ficha Técnica de 12 exemplares em exposição
Produção: Selo de Estimas e Grama e Associação Cultural Cecília
Curadoria: Júlia de Carvalho Hansen
Concepção e montagem: Alfredo Pimenta, Breno Caio, Júlia de Carvalho Hansen, Marion Hesser, Marcos Visnadi, Pedro Heldt e Penelope Casal de Rey Machado
Projeto gráfico: Eduardo Joaquim Cintra Mauro
Assessoria de imprensa: Selo de estimas e gramaclararosaimprensa@gmail.com
Rua Vitorino Carmilo, 449, Santa CecíliaSão Paulo.
alheava _ Derrotados
de Manuel Santos Maia
no Espaço Segundo o Piso
patente até dia 18 de Julho

O espaço está aberto todos os dias, excepto ao Domingo, das 11h00 às 22h30. Segundo o Piso_Café Imperial, 2º piso_Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, nº19/20 _Santo Tirso segundoopiso@gmail.com http://segundoopiso.wordpress.com/

eNTRONCAMENTO
avenida 211 / 1-esq Horário desta semana 11 / 12 / 13 / 14 / das 15h / 20h Patente até ao dia 28 de junho Contacto: 962311170 (Carla Filipe) Arlindo Silva, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira, Nuno Ramalho & Renato Ferrão, Susana Chiocca Sala de Leitura (Livros e textos de artista + arquivo) André Sousa + Pedro Magalhães, Carla Filipe, Isabel Ribeiro, João Sousa Cardoso, José Almeida Pereira, Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira, Samuel Silva. _________________________________________________ agradecimentos: António Bolota, António S., Eduardo Matos, João mourão, Luís, Gonçalo Pena e a todos os artistas participantes.
Espaço Campanh~a
Inauguram dia 09 Maio 2009 às 16h
e estão patentes até dia 30 de Maio, as exposições individuais ====================================================
Lição nº2 de Mauro Cerqueira + alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia
16 de Maio, às 16H00 Silvestre Pestana apresenta a SL Fundação V/5
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No pavilhão principal do Espaço Campanhã, (Espaço A) o artista Mauro Cerqueira apresentará individualmente exposição Lição nº2Nesta exposição Mauro Cerqueira apresentará um conjunto de obras, realizadas em vídeo, instalação, desenho e escultura, enquadradas numa mesma temática que têm sido apresentadas desde 2007.A obra deste jovem artista permite-nos reflectir sobre a condição humana, a prática e a criação artística e sobre o papel do artista na sociedade contemporânea.No dia da inauguração Mauro Cerqueira lançará a publicação Os joelhos em sangue sobre a neve.
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No pavilhão temporário do Espaço Campanhã, (Espaço B) o artista Manuel Santos Maia apresentará a exposição individual alheava _ reconstituição.
Manuel Santos Maia apresentará três instalações e o vídeo alheava_film que foi premiado no FIAV.08 (Festival d'Images Artistiques Video, 8ème édition), na Argélia, em 2008. As quatro obras integram o projecto alheava e que tem vindo a desenvolver desde 1999.
Em termos temáticos, o projecto alheava, aborda o alheamento de Portugal relativamente ao passado colonial e pós-colonial e (re)apresenta a presença de Portugal em África e a presença de África em Portugal.
No dia 16 de Maio, às 16H00, Vitos Flores (V/5 managing director) Silvestre Pestana , fará uma apresentação pública do projecto virtual Fundação V/5- Portuguese Cultural Center com as suas exposições e actividades artísticas de Primavera / 2009.
Na visita virtual iremos visitar, além das obras da colecção permanente V/5 realizadas pelos artistas e avatares para o projecto OutdoorCerveira Digital, que tem vindo a ser desenvolvido desde 2005 (level 6 e 7); a obra pictórica do artista plástico Ricardo Pistola (level 3), os desenhos digitais "Home Light" de Celeste Cerqueira (level 4) e as fotografias digitais "The Autumn hunt of an Neko" do avatar Vitos Porta (level 5). Nos pisos inferiores (level -1 e 0) também é possível aceder à reprodução em Fac Simile da “Antologia da Poesia Concreta Portuguesa”, (2ª edição publicada em 1973).
Mais informações:
Exposições: Individuais de artes plásticas (escultura, instalação, vídeo, publicação de artista)
Artista: Manuel Santos Maia, Mauro Cerqueira
Títulos das exposições: alheava _ reconstituição (de Manuel Santos Maia _ Espaço B) / Lição nº2 (de Mauro Cerqueira _ Espaço A)
Inauguração: dia 09 Maio 2009 às 16h
Patente até dia 30 de Maio
Local: Espaço Campanhã
Horários: 6ª feira e Sábado das 15H às 20H
Visitas por marcação de 2ª a 5ª feira: 912897580 / linha1@plataformacampanha.com ------------------------------------------------------------------------------------------------------ Programa: 09 de Maio, às 16H00_ inauguração das exposições individuais:
Lição nº2 de Mauro Cerqueira (Espaço A) / alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia (Espaço B)
Lançamento da publicação Os joelhos em sangue sobre a neve Mauro Cerqueira
16 de Maio, às 16H00_ Silvestre Pestana apresenta a SL Fundação V/5
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Comissário: José Maia
Entidade promotora: Espaço Campanhã
Entrada: livreProdução: Ana Catarina Farinha e Carla Filipe e Miguel Pinho
Design: Diogo Oliveira (ocorreiododiogo@gmail.com)
Fotografia: Pedro Magalhães
Montagem: Carla Filipe, Samuel Silva e Miguel Pinho.
Programação: José Maia e Miguel Pinho
Organização: Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)
Responsável pelo espaço: Miguel Pinho
Mais informação: Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580 / linha1@plataformacampanha.comJosé Maia (responsável pelo programa de exposições) Tel: 93 32 88 141
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Contactos: Espaço Campanhã,Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF) _ 4300-472 PortoTel: 912897580Mail: linha1@plataformacampanha.comSite: http://www.plataformacampanha.com/
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Lista de Obras da exposição Lição nº2 de Mauro Cerqueira:
Sem rumo – Serin and Rich 2009 Vídeo, cor, som, 31`06`` S/ título 2009 Instalação
S/ título 2009 Escultura em madeira Os joelhos em sangue sobre a neve 2009 Publicação de artistas
Lista de Obras da exposição alheava _ reconstituição de Manuel Santos Maia alheava_film 2006 – 2007 Vídeo, 35'10'' Vídeo realizado a partir de originais de filmes de 8mm, editados em Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo Texto – Narrador: António Manuel Machado Maia Argumento de Manuel Santos Maia Captação Original (8mm): António Manuel Machado Maia Pós-produção de imagem: José Roseira Concepção sonora: Manuel Santos Maia Mistura: Pedro Lima Engenheiro de Som: Pedro Lima Edição Vídeo: Manuel Santos Maia e José Roseira alheava _ o que há para esquecer 2009 Instalação com selos, textos e objectos Dimensões variáveis alheava _ reconstrução Ano: 2004 Instalação com maquetas, textos e objectos, som projecção de slides Dimensões variáveis alheava _ machamba e loja do mato 2005 Instalação com maquetas, textos, fotografias, objectos e projecção de slides Dimensões variáveis
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Biografias dos artistas:
Manuel Santos Maia Nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Vive e trabalha no Porto. Licenciado em Artes Plásticas, vertente Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Expõe regularmente desde 1999, das exposições individuais destacam-se: parte do seu mundo no espaço Round the Corner, do Teatro da Trindade, em 2009, em Lisboa, alheava_o que há para esquecer na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, em 2008, alheava_Nampula na Galeria Quadrado Azul, no Porto, em 2005, alheava_reconstrução no Project Room, no Centro de Artes Visuais de Coimbra, em 2004, A casa onde às vezes Regresso na Galeria Museu Nogueira da Silva, em Braga, em 2003, alheava_dentro o mar no Salão Olímpico e alheava_intransit no projecto de Paulo Mendes, In.transit , no Artes em Partes, no Porto, em 2002. Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se Where Are You From? – Contemporary Art from Portugal, na Faulconer Gallery, em Grinnell, em Iowa, nos EUA, em 2008, INTRO no Centro de Arte Contretype, em Bruxelas, na Bélgica e Depósito na Reitoria da Universidade, no Porto, em 2007, Busca Pólos no Pavilhão de Portugal, em Coimbra e no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, em 2006, Supermercado no Seilduken Gallery, em Oslo na Noruega, O contrato social – Museu Bordalo Pinheiro – Galeria, em Lisboa, e o Discurso do Excesso no Projecto Terminal – Hangar K7 - Fundição de Oeiras – Oeiras e Salon Européen des Jeunes Créateurs 2005 em Paris, em França, em 2005, Colecções de África – Etnografia/Arte Contemporânea - Centro Cultural, em Lagos, em 2004 e I like it hear can i stay? na galeria Zé dos Bois, em Lisboa
-------------------------------------------- Mauro Cerqueira Nasceu em Guimarães, em 1982. Vive e trabalha no Porto. Estudou Artes/Desenho e Pintura na Escola Superior Artística do Porto – Extensão de Guimarães. Expõe regularmente desde 2005. Das suas exposições individuais destacam-se, Derrapagem e Se morrer morri (Galeria Reflexus, Porto, de 2008), A Festa do Fim do Mundo (no espaço A Sala, Porto, 2008), Rocket Ship (no Projecto Apêndice, Porto, 2006) e Fuckers (Wasser-Bassin, Porto, 2006). Entre as exposições colectivas em que participou destacam-se Prémio EDP-Novos artistas (Museu da Electricidade, 2009), está a morrer e não quer ver (Espaço Campanhã, 2009), Projecto Informal (Guimarães, 2008), antes de chegarem palavras (Espaço Campanhã, 2008), Pilot: 3 (apresentado em Veneza, Itáliae no Chelsea College of Arts & Design, Londres em, 2007), Operação Transbordo (Projecto Teleférico, Guimarães, 2006), Wacky Races, em colaboração com André Sousa (PÊSSEGOpráSEMANA, Porto, 2006), aranha. máquina. giz. (Laboratório das Artes, Guimarães, 2005) Desde Janeiro 2008 gere com André Sousa o espaço Uma Certa Falta de Coerência. Integrou diversos projectos de música alternativa como Flanela de Tal, Pornography, Locus e Morgue. Em 2005, foi artista residente no “GARBA” - Giovani Artist residenti in Basilicata (young artists residence in Basilicata), em Itália
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Silvestre Pestana Nasceu 1949 na cidade do Funchal ilha da Madeira. Master in Arts- Art and Design Education pela De Montford University / Leicester, Inglaterra, 1998. Participou 1969 na edição Hidra2 da poesia Experimental e na Exposição Banco Português do Atlântico. Entre 1973 e 1984 realizou performances em Coimbra, Caldas das Rainha, Porto, V.N. de Cerveira, Almada, Viana do Castelo e Estocolmo. Em 1973 participa na edição da “Antologia da Poesia Concreta em Portugal”. Entre 1981 e 1983 foi autor de três “Computer Poems” para ZX81 e Spectrum. Em 1981 fundou com o pintor Henrique Silva e com o acordo de Abel Mendes o grupo de vídeo-arte "Videoporto". Em 1983 foi artista Convidado a participar no Ciclo de Perfomance Portuguesa - Centre Pompidou / França. Em 1984 co-organizador com Fernando Aguiar do livro " POEMOGRAFIAS – Perspectivas da Poesia Visual Po ====================================================
FIAV.08 Festival d’Images Artistiques Vídeo/8è édition; Alger, Dezembro 2008 Association Galerie ESCA.Nîmes/France :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: apresentação da selecção portuguesa por: Aida Castro, André Sousa e Maria Mire :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Dia 23 de Abril, a partir das 21h na Ler Devagar (Lx Factory) até 26 de Abril :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Artistas: FAGTL (Frente pela Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa) Joana Mateus: Entrega felicidade, procura um lugar Luísa Homem; Frederico Lobo; Pedro Pinho: Zone d’attente #00 (Distinctions attribuées aux sélelections nationales) Manuel Santos Maia: Alheava_Filme (Prix Ibn Batuta) Mónica Faria: Expiação Vera Mota: StilLness :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: organização: Plataforma Ma :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: http://www.galerie-esca.com/video_02.html http://sites.google.com/a/lerdevagar.com/home/ http://www.lxfactory.com/
alheava_sem outro saber de Manuel Santos Maia Inaugura dia 9 de Abril, às 21H30 Teatro da Garagem em Lisboa
Patente de Quarta-Feira a Domingo, das 18h30 às 24h, até 31 de Maio
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Mãe, Avó e mano Zézinho
alheava_sem outro saber "Alheava" é a conjugação do pretérito imperfeito do verbo alhear, remete-nos para o passado; sinónimo de um outro verbo alienar. Define uma acção ou efeito de desviar; afasta; transferir; ceder a outrem. E em qualquer destas circunstâncias denuncia também um conjunto de significados de dimensão psicológica, tais como, viver num mundo abstracto; pôr-se de fora de um assunto; deslocado; distraído; esquecido; que perdeu o juízo."Alhear" sugere um estado de alienação, de amnésia, um efeito de desvio, uma ausência de raízes, uma sensação de perda, um sentimento de deslocação.O título Alheava surgiu da leitura da obra De Profundis Valsa Lenta, de José C. Pires. Nesta obra, o romancista, caracteriza a condição da sua personagem como sendo alguém que vive um processo irreversível de perda de identidade que se traduz, por sua vez, numa perda da relação com o mundo, com os outros, com o passado e com o presente. A descrição da condição da personagem aproxima-se a um processo de despersonalização ´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´ `````````````````````````````````````````````````````````````````````````````
Avó

TEATRODAGARAGEM Teatro Taborda Costa do Castelo, 751100-178 Lisboa Tel. 21 885 41 90 Tlm. 96 801 52 51 Fax. 21 868 85 50geral@teatrodagaragem.com http://www.teatrodagaragem.com/ Partida da Praça da Figueira – Eléctrico 12 Partida da Rua da Madalena – Eléctrico 28

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mano Zézinho

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Projecção de alheava _ filme na Sala Bebé Sessões dia 3, às 22h e 22h45
Curadoria de Margarida Mendes inseridas no ciclo 7 DAYS PROJECT
Espaço Avenida, Sala Bébé, Rua Rosa Araújo, nº19 (entrada junto à Av. da Liberdade) Preço: Grátis

O vídeo alheava _ filme foi apresentado pela primeira vez em Iowa, nos EUA, em 2008 e foi Premiado no FIAV.08 (Festival d'Images Artistiques Video, 8ème édition), na Argélia, com o Prix Ibn Batuta.

alheava_filme 2006 – 2007 Vídeo, 35'10'' Vídeo realizado a partir de originais de filmes de 8mm, editados em Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo Texto – Narrador: António Manuel Machado Maia Argumento de Manuel Santos Maia Captação Original (8mm): António Manuel Machado Maia Pós-produção de imagem: José Roseira Concepção sonora: Manuel Santos Maia Mistura: Pedro Lima Engenheiro de Som: Pedro Lima Edição Vídeo: Manuel Santos Maia e José Roseira Em alheava _ filme, Manuel Santos Maia dá continuidade ao projecto alheava que tem vindo a desenvolver desde 1999, dando conta da identidade luso-africana e das especificidades próprias de um processo histórico de separação e independência que se tem mantido na penumbra, sobretudo no que se refere aos sujeitos que viveram essa experiência e, que o autor procura resgatar e participar, através da recriação de múltiplas narrativas. Alheava _ filme, assume o paralelismo entre a vida política e militar e a vida privada. Com um enfoque predominante sobre o palco de guerra revela o facto de militares portugueses que foram combater para África estavam alheados da vida nas colónias e de os colonos se encontrarem igualmente alheados das movimentações militares e políticas. Realizado a partir de excertos de filmes de 8mm registados pelo pai na província de Nampula, alheava _ filme, contém também a história da família em Moçambique e a caracterização da região de Nampula. O som e a imagem deste trabalho parecem corresponder, reunidos num conjunto único, provocando um resultado que se assemelha a um documentário, mas é também possível percepcionar que são duas fontes distintas, divergentes no tempo, que permite representar o desfasamento que se verifica no processo de rememoração, rompendo com a linearidade narrativa. Trabalhando a partir de memórias pessoais, familiares e colectivas; Manuel Santos Maia entende a memória enquanto algo que se molda e se ajusta subtilmente ao que interessa referir, ao que pretendemos abordar, aprofundar, dizer, contar, etc. evidenciando que no processo de rememoração, há selectividade que determina a reconstrução da realidade, a reconstrução de um filme mental que no seu processo se aproxima de um "remake" da vida real. O grau de suspeição relativamente ao rememorador, aumenta se atendermos ao facto de que guardamos uma determinada informação e depois acrescentamos detalhes, construindo imagens positivas ou negativas. Pelo exposto a desconfiança relativamente à memória, ao processo de rememoração instala-se, mesmo sabendo que uma parte da nossa memória, a que está mais próxima de nós no tempo, é confiável. Como o investigador Alcino Silva refere, «A memória está ligada a uma utilidade, a uma potencialidade. Penso que o mundo é muito menos interessante do que a forma como o vemos. São os cérebros criativos que vêem o mundo com outras "nuances" e as partilham com os demais. O mundo tem a sua aspereza e precisamos desse processo criativo para torná-lo mais ameno. Se [você] muda o seu comportamento diante da realidade, consegue de alguma forma alterá-lo aos seus olhos, e isso exige uma grande dose de plasticidade, maleabilidade. Essa é uma das funções mais pujantes da nossa memória. Aprendemos como as coisas funcionam e gravamos os pontos em que falhamos, para fazer melhor da próxima vez. Não memorizamos tudo o que aconteceu exactamente como aconteceu. Por vezes, saber com precisão aquilo que realmente aconteceu não nos ajuda em grande coisa.» Cristina Alves

parte do seu mundo Inaugura dia 3 de Abril às 18H00 Espaço sala Round the Corner do Teatro da Trindade em Lisboa Curadoria Margarida Mendes, inseridas no ciclo 7 DAYS PROJECT Diariamente, das 18h00 às 20h00
non - parte do seu mundo Instalação – esculturas (barro, pasta de papel, arame, resina e acrílico ), objectos (andorinhas de barro), madeira e ferro 2003 - 2009
Em Portugal, país que durante a primeira e segunda metade do século passado, registou fortes fluxos emigratórios, veio a registar no final do mesmo século, com a descolonização, e nos primeiros anos do novo século, um substancial fluxo imigratório que veio alterar a composição da população estrangeira a residir em Portugal.
A edição especial da publicação Courrier Internacional dedicada ao fenómeno das migrações comentava: “Refugiados ambientais, exilados políticos, emigrantes económicos, expatriados… Todos os anos, milhões de pessoas optam por mudar de país ou são forçados a tal.” O movimento global tem crescido de forma nunca vista. Conhecemos as principais zonas de emigração, os principais fluxos num mundo de migrantes; mas, das suas experiências e vivências, o que sabemos? Quais as alegrias, as tristezas? O que conhecemos destes migrantes? Que caminhos trilharam? Em Portugal, país que durante a primeira e segunda metade do século passado, registou fortes fluxos emigratórios, veio a registar no final do mesmo século, com a descolonização, e nos primeiros anos do novo século, um substancial fluxo imigratório que veio alterar a composição da população estrangeira a residir em Portugal. Como explana Maria Ioannis Baganha “O fim do império colonial em África implicou um processo de descolonização que teve como consequência a vinda de milhares de cidadãos dos novos países africanos para Portugal. este fluxo migratório das ex-colónias veio alterar substancialmente a composição da população estrangeira a residir em Portugal, até aí essencialmente constituída por europeus e brasileiros. (…) no decorrer da década de 80 a população estrangeira cresceu a uma taxa média anual de 6%, atingindo 101011 pessoas em 1989.Na década seguinte o fluxo migratório intensifica-se ligeiramente (a taxa anual média de crescimento diversifica-se. Em 1999 residem legalmente em Portugal 190896 estrangeiros dos quais 47% eram de oriundos de África, 30% da Europa, 14% da América do Sul e 5% da América do Norte. (…) Nos últimos três anos, os fluxos migratórios registaram uma intensidade sem precedentes. De facto, entre 1999 e 2002 o número de estrangeiros com residência legal em Portugal cresceu 117%, atingindo 413304 pessoas em finais de 2002” Se estes dados, nos informam e nos esclarecem quanto às movimentações de populações; eles são ainda insuficientes para nos elucidar quanto às origens da migração e quanto aos seus efeitos. Ao contrário do que se possa pensar “As determinantes da emigração não radicam na pobreza ou nas diferenças absolutas de salários entre países receptores e emissores. Os mais pobres raramente emigram;” segundo Alejandro Portes. Poderemos questionar - porque razão a migração com destino a Portugal ocorre principalmente das suas antigas colónias? O mesmo autor esclarece-nos que “As correntes migratórias em geral dirigem-se de países periféricos para aqueles países centrais com os quais possuem maiores vínculos históricos e que são normalmente responsáveis pela difusão de novos desejos e aspirações.” Conhecidas as motivações que levaram à escolha de um determinado país, teremos que conhecer as vivências dos imigrantes no país receptor, para que possamos compreender, a dimensão da sua presença no país de adopção. Deveremos então colocar as seguintes questões: como se efectua o processo de adaptação? qual o seu êxito? entre os imigrantes de primeira e os de segunda geração, quais as diferenças e alterações verificadas no processo de adaptação? Segundo Portes, “O processo de adaptação dos imigrantes não culmina necessariamente na sua assimilação à cultura e sociedade receptoras. Pode antes orientar-se em direcções fundamentalmente distintas que incluem: (a) o regresso ao país emissor; (b) o surgimento voluntário de enclaves étnicos semi-permanentes com cultura própria; (c) a segregação racial dos imigrantes por parte da sociedade receptora e o seu confinamento involuntário a um sistema de castas. O êxito do processo de adaptação depende menos daquilo que os imigrantes trazem consigo e mais de como são acolhidos pelo governo e sociedade receptoras. Os modos de recepção hostis dão lugar a “formações reactivas” que distanciam os imigrantes cada vez mais dos padrões normativos dominantes e dão lugar a crescentes conflitos inter-étnicos. A longo prazo, o carácter da adaptação de minorias estrangeiras não se afere pelo destino da primeira geração mas da segunda. Os imigrantes de primeira geração orientam-se constantemente para os seus países de origem e a eles regressão em muitos dos casos. O seu ponto de referência consiste nos salários e condições de vida deixados para trás. Os seus filhos, contudo, orientam-se para o país receptor do qual são cidadãos legais ou, pelo menos, membros sociais. Os resultados finais do processo de adaptação (…) ocorrem a partir da segunda geração.” Pelo exposto, e parafraseando o artigo do Courrier Internacional, aplicando-o à realidade portuguesa, poderemos colocar as mesmas questões: Se sabemos que Portugal é um país de migrantes, se conhecemos os principais fluxos, as zonas de emigração e os destinos; o que sabemos das suas experiências e vivências? O que conhecemos dos nosso migrantes? Restringindo o campo de análise, detendo-nos na imigração verificada em Portugal; muitas foram as alterações culturais, sociais, políticas e religiosas verificadas. Contudo, na produção artística contemporânea e em especial na área das artes plásticas, poucos são os estudos ou os momentos de reflexão sobre a influência e sobre a presença de outras imagens e de outras culturas na criação artística portuguesa. parte do seu mundo reflecte a condição de muitos dos migrantes, que se encontram a viver em Portugal e outros que saíram do país; que procuraram e hoje voltam a procurar outros horizontes. M.S.MSala Round the Corner A sala Round the Corner é um espaço de articulação da arte teatral com as artes plásticas, digitais e performativas que se destina ao acolhimento gratuito de novos projectos curatoriais e artísticos. Situada no edifício do Teatro da Trindade, esta sala funcionará como uma plataforma laboratorial para a apresentação de trabalhos menos convencionais da produção contemporânea, sendo convidados, para o efeito, jovens curadores e artistas.
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retour de FIAV.08 vidéos primées au Festival d’Images Artistiques Vidéo 8ème édition ALGER décembre 2008 galerie ESCA présente au PPCM Prix Ibn Batuta Manuel SANTOS MAIA Prix de la Ville d’Alger BONGORE Distinctions nationales: Omar MEZIANI Algérie Alexandra NAVRATIL Espagne Mihai GRECU France Christian NICCOLI Italie Mohammed EL MOURID Maroc Frederico LOBO/Luisa HOMEM/Pedro PINHO Portugal Rania WERDA Tunisie jeudi 26, vendredi 27, samedi 28 février 2009 au PPCM 51 rue des Tilleuls 30000 NIMES . ouvert de de 16h à 19h inauguration le jeudi 26 Galerie ESCA (association loi 1901)Siège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d’expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frhttp://www.galerie-esca.com
Vídeo alheava_film premiado no FIAV de 2008
Prix Ibn Batuta : Manuel SANTOS MAIA alheava_film., 2006-07
Prix de la ville d’Alger :BONGORE Rompiendo Nubes / La Caducidad de la Imagen, 2007
Distinctions attribuées aux sélections nationales Algérie : Omar MEZIANI La démarche du marcheur, 2007
Espagne : Alexandra NAVRATIL Portrait Over 30m, 2008
France : Mihai GRECU Iridium, 2006
Italie : Christian NICCOLI, Planschen, 2008, 5'
Maroc : Mohammed EL MOURID Le cauchemar de Momo Sapiens Sapiens, 2001
Portugal : Frederico LOBO, Luisa HOMEM, Pedro PINHO Zone d'attente #00, 2008,
Tunisie : Rania WERDA Ébats d'objets, 2008, 4'4''
alheava_film 2006 – 2007 Vídeo, 35'10''
Vídeo realizado a partir de originais de filmes de 8mm, editados em Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo Texto – Narrador: António Manuel Machado Maia Argumento de Manuel Santos Maia Captação Original (8mm): António Manuel Machado Maia Pós-produção de imagem: José Roseira Concepção sonora: Manuel Santos Maia Mistura: Pedro Lima Engenheiro de Som: Pedro Lima Edição Vídeo: Manuel Santos Maia e José Roseira
"O registo videográfico do filme Alheava assume este paralelismo entre a vida política e militar e a vida privada. Com um enfoque predominante sobre o palco de guerra revela o facto de militares portugueses que vão combater em África estarem alheados da vida nas colónias e de colonos se encontrarem igualmente alheados das movimentações militares e políticas. Realizado a partir de excertos de filmes feitos pelo pai na província de Nampula, este registo videográfico contém também a história da família em Moçambique e a caracterização pessoal da própria região. O som e a imagem deste trabalho parecem corresponder, reunidos num conjunto único, provocando um resultado que se assemelha a um documentário, mas é também possível percepcionar que são duas fontes distintas, de facto são mesmo divergentes no tempo chegando a ter anos de diferença, o que permite criar uma ideia de desfasamento da memória, rompe-se com uma linearidade narrativa, deste modo propõe-se projectar sobre o pano branco, sobre o que poderá significar o esquecimento. Esta dupla e oposta percepção da montagem do filme leva-nos a possíveis atitudes de balanço, poderemos acreditar no que nos é apresentado, dito e mostrado pelas imagens – à semelhança de um testemunho, como também poderemos questionar os dois discursos fílmicos (som e imagem), logo poderemos suspeitar do que é dito e mostrado, das histórias que nos foram contadas e encontram-se inscritas na História." Cristina Sevla, 2008
Organisation > galerie ESCA [Espace de Soutien à la Circulation Artistique] Siège Socal:76 route de Nîmes / F - 30540 Milhaud / t/f +33 (0)4 66 74 23 27 Lieu d'exposition PPCM,NIMES rogerbouvet@wanadoo.fr / galerie.esca@orange.fr / http://www.galerie-esca.com Direction : Roger Bouvet Assistance technique : Artelinea Graphisme : ESCA / Imprimerie Conilière, Nîmes, France Galerie ESCASiège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d'expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frwww.galerie-esca.com -- Galerie ESCASiège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d'expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frwww.galerie-esca.com
LEILÃO SILENCIOSO NA RUA DOS CALDEIREIROS Sábado (20.12.08) às 21:30 Com trabalhos de: André Sousa; António de Sousa; Carla Cruz; Carla Filipe; Carlos Noronha Feio; Cecília Albuquerque; Cristina Regadas; Isabel Ribeio; João Marçal; José Almeida Pereira; Manuel Santos Maia; Mauro Cerqueira; Nuno Ramalho; Pedro Magalhães; Renato Ferrão; Vera Mota. Obras a partir de 100 € Lances de licitação de 25 €* Parte dos lucros deste leilão destina-se a ajudar o projecto Uma Certa Falta de Coerência ESTÃO JÁ DISPONÍVEIS IMAGENS DE ALGUNS DOS TRABALHOS QUE SERÃO LEILOADOS NO PRÓXIMO SÁBADO, 20 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 21H30 NO ESPAÇO 'UMA CERTA FALTA DE COERÊNCIA'. ESPECIALMENTE ÚTIL PARA QUEM NÃO SE ENCONTRA PELO PORTO. POR FAVOR, SIGA ESTA LIGAÇÃO: http://www.flickr.com/photos/one-per-cent/sets/72157611293298780/ AGRADECEMOS A SUA AJUDA NA DIVULGAÇÃO DESTE EVENTO ATRAVÉS DO REENVIO DESTA MENSAGEM. MAIS UMA VEZ, MUITO OBRIGADO E CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA NO SÁBADO À NOITE! ATÉ LÁ! Nuno Ramalho e. nunojramalho@gmail.com t. 919 326 042 Mauro Cerqueira e. planetamauro@gmail.com t. 919 272 115 André Sousa e. sousa.andre1@gmail.com t. 917 910 031-- (+351)919272115 / (+351)917910031 UMA CERTA FALTA DE COERÊNCIA A CERTAIN LACK OF COHERENCE
Lançamento do catálogo PROJECTO INFORMAL_LABORATÓRIO DAS ARTES
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Encerramento do Projecto InFormal 2008
22H00 SÁBADO, 13 DEZEMBRO
ARTISTAS
Eduardo Matos,
Luís Fortunato Lima,
Luís Vieira,
Samuel Silva,
Alberto Carneiro,
Nuno Cera,
Rui Sanches,
Mauro Cerqueira,
Miguel Palma,
Carlos Lobo e Jorge Abade,
Inês Botelho,
Colectivo EMBANkMENT,
Isabel Ribeiro,
Miguel Ângelo Rocha
Pedro Calapez
ESPAÇOS:
Museu Alberto Sampaio,
Sociedade Martins Sarmento,
Paço dos Duques de Bragança,
Tribunal,
Edifício do Antigo Hospital
Arquivo Municipal

. OBRIGADO MANOEL DE OLIVEIRA!

Fotografia de Sónia Caldas

PARABÉNS MANOEL DE OLIVEIRA!
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Manuel SANTOS MAIA apresenta alheava_film no FIAV.08 festival d’images artistiques vidéo - 8è édition A L G E R 2 0 d é c e m b r e 2 0 0 8 Ecole Supérieure des Beaux Arts Ahmed et Rabah Salim Asselah a l g é r i e e s p a g n e f r a n c e i t a l i e m a r o c p o r t u g a l t u n i s i e

La connaissance des pays éloignés révèle et conforte l'histoire de notre propre pays, met notre propre culture à sa place dans le monde contemporain. Le FIAV (Festival d'Images Artistiques Vidéos) qui en 2008 se déroulera en Algérie, est à ce propos une manifestation, consciente de ce désir d'élargissement et de communication, dans le droit fil du « Processus de Barcelone : Union pour la Méditerranée » En proposant au public des images exprimant des points de vue différents de sept pays du pourtour de la Méditerranée -l'Algérie, l'Espagne, la France, l'Italie, le Maroc, le Portugal, la Tunisie- le FIAV mise sur un consensus autour de l'efficacité des images vidéo artistiques, sur une évaluation et compréhension meilleures des diverses identités euroméditerranéennes, sans exclusive, tant auprès des artistes que des participants et critiques. Les images de ces videos d'artistes ont en commun l'habileté d'expliciter le sens en faisant l'économie de l'usage des mots des diverses langues en présence. Les 42 oeuvres vidéos engagées dans cette confrontation immédiate des identités artistiques et culturelles nous permettent de faire cette expérimentation de la cohabitation Nord-Sud. Un jury travaillant dans ce même état d'esprit, animé du seul souci de l'art contemporain décernera les prix Ibn Batuta et Ville d'Alger et des distinctions honorifiques. Nous remercions ce jury ainsi que les commissaires ayant établi les sélections nationales. Nous saluons aussi l'engagement de l'École Supérieure des Beaux-Arts Ahmed et Rabah Salim Asselah d'Alger qui accueillera le festival les 19 et 20 décembre prochains et la bienveillance de Monsieur le Consul d'Algérie en résidence à Montpellier. Le Festival d'Images Artistiques Video est le moment de la perception des concordances et le lieu de la découverte de l'altérité. . Roger Bouvet / directeur de la galerie ESCA et cofondateur du FIAV

Portugal Sélection PêSSEGOpráSEMANA (Aida CASTRO, André SOUSA, Maria MIRE) / association d’artistes FAGTL (Frente pela Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa), 2006, 4' Mónica FARIA Expiação, 2006, 3' Frederico LOBO, Luisa HOMEM, Pedro PINHO Zone d'attente #00, 2008, 7' Joana MATEUS Entrega felicidade, procura um lugar, 2008, 5'55'' Vera MOTA Stillness, 2008, 4'02'' Manuel SANTOS MAIA alheava_film., 2006-07 . Organisation > galerie ESCA [Espace de Soutien à la Circulation Artistique] Siège Socal:76 route de Nîmes / F - 30540 Milhaud / t/f +33 (0)4 66 74 23 27 Lieu d’exposition PPCM,NIMES rogerbouvet@wanadoo.fr / galerie.esca@orange.fr / http://www.galerie-esca.com Direction : Roger Bouvet Assistance technique : Artelinea Graphisme : ESCA / Imprimerie Conilière, Nîmes, France Galerie ESCASiège social:76 route de Nimes F-30540-MILHAUDLieu d’expo:PPCM:51 rue des Tilleuls F-30000 NIMESTel 04 66 74 23 27galerie.esca@orange.frhttp://www.galerie-esca.com/ .

Mariana Silva _ BESREVELAÇÃO 2008 06 DEZ 2008 - 15 MAR 2009 - MUSEU A quarta edição, do concurso BES Revelação apresentará em Serralves, a partir de Novembro, trabalhos inéditos de três jovens artistas. São eles Mariana Silva, David Infante e Nikolai Nekh. A proposta de Mariana Silva (Lisboa, 1983) assume-se como um prolongamento do seu trabalho em torno das questões da função documental da imagem e da sua relação com a memória colectiva. Partindo de um conjunto de filmes documentais que retratam parte da história recente de Portugal, Mariana Silva propõe-se "desenvolver um modelo de arquivo que oferece diferentes estratégias para o visionamento destas películas, e onde se procura desconstruir quer os habituais protocolos de experiência destes materiais, quer a noção de visualidade absoluta".
Resposta de Manuel Santos Maia à questão colocada por Mariana Silva:Creio que do arquivo em questão deveriam constar imagens que enquadrem, representem e complementem o real e outras que permitam a evasão deste. Todas elas deverão dar conta das múltiplas realidades que constituem o real. A apresentação destas imagens deverá revelar o autor, o seu pensamento, as reflexões, a sua intenção, o seu objectivo e permitir ainda que se estabeleçam relações afectivas e intelectuais. Se sabemos que Portugal é um país de migrantes, se conhecemos os principais fluxos, as zonas e os destinos de emigração, porque são insuficientes as imagens documentais ou ficcionais que representem esta realidade? Sem elas, o que conhecemos dos nossos migrantes? O que conhecemos das suas experiências e vivências? Detendo-nos na imigração verificada em Portugal e centrando-nos no período posterior à independência das antigas colónias portuguesas, com o retorno de muitos portugueses que nelas viviam ou nasceram e com a vinda de muitos africanos, muitas foram as alterações culturais, sociais, políticas e religiosas verificadas. Contudo, na produção artística contemporânea e em especial na área das artes plásticas, poucos são os estudos ou os momentos de reflexão sobre a influência e a presença da cultura africana na criação artística portuguesa. Pelo exposto, eu sugeriria a inclusão neste arquivo de imagens documentais ou ficcionais, de privados e de instituições (ligadas às imagens tanto a nível da criação como da exibição) que possam inscrever e tornar visíveis as realidades dos migrantes.
Manuel Santos Maia, artista plástico
artes & LEILÕES Nº 12 Novembro 2008
QUEM SERÁ QUEM Manuel Santos Maia O trabalho de Manuel Santos Maia esteve recentemente patente numa exposição individual na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa. A mostra, intitulada alheava _ o que há para esquecer, constitui uma série do projecto alheava, que o artista tem vindo a desenvolver desde 1999, sobre o alheamento de Portugal relativamente ao passado colonial e pós-colonial, e sobre o passado e as representações de Portugal e de Moçambique. Manuel Santos Maia nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. É formado em artes plásticas – pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Vive e trabalha no Porto.
Manuel Santos Maia
A memória à escala de um Selo
Crítica por Maria do Mar Fazenda
L+arte nº 53 Outubro 2008

Manuel Santos Maia nasceu em Moçambique em 1970 e, no período da descolonização, em 1976, veio viver para Portugal. Este dado biográfico é decisivo para o desenrolar da prática artística e teórica que o artista tem vindo a desenvolver no seu ambicioso projecto intitulado alheava, iniciado em 1999. O tema central do seu discurso rapidamente emerge e ancora-se no legado das teorias pós-colonialista, mas através de uma visão e de um repensar feito na primeira pessoa, a partir da sua memória e de testemunhos de outros que lhe são próximos. As instalações do artista tendem a criar um ambiente de arquivo, quase pedagógico; é recorrente o uso de mesas envidraçadas que disponibilizam documentos (cartas, plantas, fotografias, etc.) pertencentes à família do artista, que, segundo uma nova organização, propõe a produção de um outro discurso. Na exposição “alheava _ o que há para esquecer” são apresentados três núcleos de trabalho: um que tem como base um livro de ensino; um vídeo comentado pelo pai do artista com imagens do seu arquivo pessoal; e, por último, uma proposta central que gira em torno de uma colecção de selos desde o período anterior à vida do artista (dos seus avós) até aos anos 80, numa correspondência entre Moçambique e Portugal. O selo e o postal (que também são apresentados) revelam-se como fortíssimos objectos-síntese da memória de uma relação entre dois territórios. Na pequena escala de um selo é concentrada a imposição colonialista (todos os selos até à Independência são portugueses, figurando um imaginário “lusitano”), num discurso ideológico que se vai alterando, depois da independência de Moçambique, na linguagem visual veiculada pelos selos. A propósito dos Jogos Olímpicos de Pequim foram editadas na China colecções de selos que esgotaram nos primeiros dias em que foram colocados à venda. Na fila para a aquisição dos selos, um senhor afirmava que estes irão permanecer como testemunhas de um evento para as gerações seguintes. A inscrição do supermediático acontecimento, forçosamente condicionada pelo sistema político, não passava pela ocupação visual do espaço público, mas pelo controlado e limitado espaço-memória à escala de um selo.

Guimarães
Inaugura 18 Out. 15h00
Antigo Hospital
Paços dos Duques
Arquivo Municipal
Museu Alberto Sampaio
Sociedade Martins Sarmento
Palácio da Justiça
exposição colectiva com:
Manuel Santos Maia
Alberto Carneiro
Carlos Lobo
Eduardo Matos
Inês Botelho
Colectivo EMBANKMENT
Isabel Ribeiro
Luís Fortunato Lima
Luís Vieira
Mauro Cerqueira
Miguel Ângelo Rocha
Miguel Palma
Nuno Cera
Pedro Calapez
Rui Sanches
Samuel Silva
Manuel Santos Maia apresenta no Antigo Hospital:
non - era tão só / a paisagem da sua ruína / que considerava - uma curta inspiração sem finalidades (em si)
2008 performance
non - era tão só / a paisagem da sua ruína / que considerava - uma curta inspiração sem finalidades - (à sua frente)
2008 Intervenção (tinta, iluminação, iluminação, cimento e areia)
non - era tão só / a paisagem da sua ruína / que considerava - uma curta inspiração sem finalidades - (a cima de si)
2008 Intervenção (tinta, bancas de madeira, iluminação, cimento e areia)

Têm a ingenuidade ou a sabedoria de sentir nessas contemplações gratuitas e diminutas a fonte mais certa da verdade do mundo. Gostam de ver as coisas, esgotá-las. Recolhem-se depois com elas. Vivem longamente com a densidade das suas imagens. Disso tudo apuram um encantamento irónico, uma curta inspiração sem finalidades.
Detestam o trabalho. Vão já querendo aos seus hábitos de renúncia e tédio, à calma subalimentação e à astronomia de imagens essenciais. Falam pouco destas coisas, que não são coisas de que se fale, nem eles gostam de falar. Gostam de olhar. (…) Também olham para as mãos, as suas próprias mãos, com um desprendimento íntimo, vagaroso, quase sardónico.
Um dia há a fome. Não essa habitual fome surda e continuada, a fome básica da ilha – estilo central com suas tréguas que empenham de novo o homem no acto de viver. Há a fome extrema.
PHOTOMATON & VOX de Herberto Helder
alheava _ o que há para esquecer Exposição Galeria Quadrado Azul – Lisboa Largo dos Stephens, 4 1200-457 Lisboa Telefone +351 21 347 6280 / Fax +351 21 347 6281
alheava _ o que há para esquecer Exposição de Manuel Santos Maia Inaugura 12 de Setembro de 2008, Patente até 28 de Outubro de 2008 Galeria Quadrado Azul – Lisboa Largo dos Stephens, 4 1200-457 Lisboa Telefone +351 21 347 6280 / Fax +351 21 347 6281 lisboa@quadradoazul.pt www.quadradoazul.pt
ANALEMA ou o TEMPO TRADUZIDO
A Nova Cultura do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
no Pavilhão 28,
28 de Maio a 27 de Junho
Tempo
11 ARTISTAS.
11 REFLEXÕES.
11 TRADUÇÕES DE TEMPO.
curadoria de Raquel Guerra
com:
ANTÓNIO JÚLIO DUARTE +
ARTUR MOREIRA +
EDUARDO MATOS + GABRIELA ALBERGARIA +
INÊS AMADO +
JOÃO QUEIROZ +
MIGUEL PALMA + MÓNICA GOMES +
NUNO CERA + PEDRO DINIZ REIS
Manuel Santos Maia Allheava – Foi por isso que, primeiro seguimos por caminhos que não desejávamos
e no fim do qual encontramos nem mais nem menos do que a derrota 2006 Aguarela sobre papel timbrado 26,5 x 17,5 cm Série de 20 elementos

Miguel Palma História Resumida 2006 Mesa de madeira, objectos vários, madeira50 x 77 x 54 cm

João Queiroz Sem título 2003 Óleo sobre tela 100 x 120 cm

António Júlio Duarte Estas não são as minhas memórias 2008 Vários suportes fotográficos ; projecção de diapositivosDimensões variáveis

Parar é morrer 2008 Projecção de 80 diapositivosDimensões variáveis
Gabriela Albergaria Site Specific no Pavilhão 28 Hospital Júlio de Matos em Lisboa
2008
Sala com secretárias e gavetas empilhadas,
texto de dendroclimatologia, ninho de andorinhas,
amostra radial do lenho
Dimensões variáveis

Pedro Diniz Reis Suite Contrat I: Le Pli 2000 Vídeo; PAL; 4:3; Cor; Som; 12’’ (loop)

Mónica Gomes Linha recta em que o Princípio e o Fim se tocam. E vice-versa 2007

Duas rodas concêntricas girando em sentidos opostos,

caixa de luz, sistema mecânico, durantrans,

serigrafia s/ PVC.130 x 187,5 x 85 cm.

NOVA CULTURA AV. DO BRASIL,53–PAV.26 _ 1749-002_LISBOA
T. 217917000 (EXT.1340) F. 217952989 WWW.HJMATOS.MIN"SAUDE.PT
Para mais informações contactar:
Sandro Resende cultura@hjm.min-saude.pt
T. +351 964 601 847
ANALEMA ou o TEMPO TRADUZIDO A Nova Cultura do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa inaugura dia 28 de Maio pelas 21H00, no Pavilhão 28, uma exposição com curadoria de Raquel Guerra que reflecte sobre o conceito de "Tempo". 11 ARTISTAS. 11 REFLEXÕES. 11 TRADUÇÕES DE TEMPO. 28 de Maio a 27 de Junho A relação entre Arte e Tempo foi sempre ao longo da História da Arte um estímulo à criação artística. Desde o Antigo Egipto, passando pelas naturezas-mortas do século XVII, ao Impressionismo ou ao Cubismo, o Tempo, nas suas diferentes acepções, foi sempre fonte de inspiração artística. Na contemporaneidade, a Arte confronta-se com um novo papel nesta relação, já que o Tempo deixa de ser "apenas" tema e passa também a técnica. A configuração temporal proporcionada pelos novos media transformou inclusivamente o próprio conceito de "objecto de arte". As obras apresentadas nesta exposição questionam as diferentes acepções de Tempo. São um exemplo do olhar, da reflexão do artista em torno deste conceito. O Tempo surge-nos, assim, traduzido. Transformado. É o tempo cíclico. É o tempo cronológico. É o tempo dos afectos - memória. É história e é instante, é pausa. Mas é também o tempo vazio, puro. O Tempo pelo Tempo. O cruzamento entre diferentes acepções de um mesmo conceito e a diversidade estética são os aspectos fundamentais explorados na apresentação dos trabalhos dos 11 artistas participantes, são eles: ANTÓNIO JÚLIO DUARTE + ARTUR MOREIRA + EDUARDO MATOS + GABRIELA ALBERGARIA + INÊS AMADO + JOÃO QUEIROZ + MANUEL SANTOS MAIA + MIGUEL PALMA + MÓNICA GOMES + NUNO CERA + PEDRO DINIZ REIS O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa foi criado em Novembro de 2007 e integra os Hospitais Júlio de Matos e Miguel Bombarda. A Nova Cultura do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa incentiva e promove a cultura artística, como estratégia de valorização do bem-estar da comunidade hospitalar e da formação do indivíduo. Desmistifica conceitos estigmatizantes associados à doença mental, promove a abertura de portas e as actividades artísticas como pontes de socialização, procurando, em simultâneo, valorizar o património humano, cultural e artístico do CHPL.

NOVA CULTURA AV. DO BRASIL,53–PAV.26 _ 1749-002_LISBOA T. 217917000 (EXT.1340) F. 217952989 WWW.HJMATOS.MIN"SAUDE.PT PRESS RELEASE Curadoria Raquel Guerra Produção Nova Cultura e CHPL 28 de Maio a 27 de Junho Pavilhão 28

Segunda a Sexta das 10h00 às 16h00 Avenida do Brasil, 53 - Lisboa Para mais informações contactar: Sandro Resende cultura@hjm.min-saude.pt T. +351 964 601 847
Where are you from? na versão online da Revista New York Arts _ Maio/Junho Where are you from? in the online version of New York Arts Magazine _ May/June

Where are you from? is an exhibition about curatorial and artistic exploration. It is an exhibition that acknowledges that the contemporary Portuguese artist wanders far from home, settling elsewhere in Europe, in the U.S., in Africa, or Asia for a time, absorbing ideas and influences and then bringing them back to feed the art milieu of Lisbon or Porto or Évora. This exhibition also acknowledges the journeying of the curators (Jane Gilmor and Lesley Wright), colleagues from central Iowa who travel, often, away from the Midwest to see art and artists in other cities, other countries, and on other continents. In this particular exhibition, the focus is on art they found in Portugal. The resulting exhibition takes that art on its own unexpected journey, from Portugal to Iowa.
Where are you from?/De onde vens? Arte Contemporânea de Portugal
Artigo sobre a exposição
Pedro dos Reis
Inaugurada no passado dia 1 de Fevereiro na Faulconer Gallery, em Grinnell, Iowa, a exposição juntou 21 artistas portugueses que procuraram responder, com o seu trabalho, à pergunta “Where are you from?/De onde vens?”. A variedade de trabalhos e artistas – uns já conhecidos do público e outros algo esquecidos ou mesmo desconhecidos criou uma selecção improvável, visto que dificilmente seriam reunidos numa exposição, em qualquer outro lugar do mundo. Este aspecto torna esta exposição inédita e curiosa, sendo merecedora de atenção. A explicação para a concepção da exposição justifica-se após uma bolsa Fullbright, onde uma das mentoras do projecto e também artista, Jane Gilmor, passou uma temporada em Évora a partilhar a sua experiência artística na fábrica Leões pertencente à Universidade de Évora. O contacto que esta artista teve com artistas portugueses motivou-a a falar com Lesley Wright, da Faulconer Gallery para que se fizesse uma exposição reunindo artistas do nosso país, no Iowa (um estado norte-americano aproximadamente uma vez e meia maior que o Indiana). A Faulconer Gallery tem vindo a desenvolver um programa com artistas internacionais desde 1999 e a escolha de artistas portugueses apareceu como mais uma oferta, que a galeria poderia apresentar ao seu público.
(…)
Manuel Santos Maia, por outro lado, relembra o recente passado colonial português, mas agora visto a uma distância temporal, num período pós-colonial. A voz do seu pai, vindo de Moçambique depois de 25 de Abril de 1974, junta-se a um conjunto de imagens de época também filmadas pelo mesmo, ou familiares seus, que se vai desenrolando por uma visita a memórias e expectativas perdidas e as razões que o levaram a voltar a Portugal, de onde o avô do artista partira décadas antes. “Alheava” é um vídeo forte, filmado em várias sessões, como parece sugerido pelo discurso do pai do artista – umas vezes voltando a lugares onde já estivera; outras vezes desenterrando outras lembranças do passado, que parece ter querido esquecer com o tempo. O vídeo apresenta assim, uma carga emocional criada pela voz que vai falando (e algumas vezes até mesmo justificando as suas opções) na primeira pessoa; ao mesmo tempo torna-se num importante documento sobre a própria guerra colonial e o momento de transição de poder, que aconteceu em Moçambique, na altura em que lá viveu. Este artista apresenta ainda, em adição às vídeo-memórias, um arquivo de filmes Kodachrome 8 mm de onde foram extraídas as imagens (e com notas pessoais do seu pai, imagina-se); assim como a câmara e o projector utilizados. Este “arquivo” protegido por uma vitrina torna-se assim uma testemunha viva da história relatada assistindo silenciosamente, com o visitante, às imagens que ajudou a gerar.
(…)
Complementarmente a esta exposição foram criadas outras três: em Cedar Falls, na University of North Iowa (UNI), com o título “New Polyphonies: Contemporary Art From Portugal”; e outras duas com o título “On the edge – in the middle, parts I and II”, em Cedar Rapids; para além de um debate e conversas com alguns dos artistas participantes na exposição que se deslocaram ao Iowa (entre os quais, Nuno Pedrosa, José Carlos Teixeira e Marta de Menezes). Estas actividades foram ainda complementadas por acções junto de um público mais jovem, através de serviços educativos. Da exposição resultou também um catálogo, com declarações pessoais de cada artista e com textos das comissárias e ainda de Miguel von Hafe Perez, que pela improbabilidade de uma eventual nova reunião destes artistas, será com certeza um objecto de colecção.

Where are you from? _ Contemporary Portuguese Art

De onde vens? Arte Contemporânea de Portugal

Faulconer Gallery, Grinnell College, Grinnell, Iowa, EUA

February 1 to April 20, 2008

Curated by Lesley Wright

An exhibition of work by 21 Portuguese artists who draw on culture, place, art, history, family, and theory in order to express where they are from in photographs, video, sculpture, and works of new media. Artistas:

Manuel Santos Maia

Carlos Bunga

Dina Campos Lopes

António Caramelo

Pedro Valdez Cardoso

André Cepeda

Teresa Furtado

João Leonardo

Eduardo Matos

Marta de Menezes

Rodrigo Oliveira

Miguel Palma

Nuno Pedrosa

Ana Pérez-Quiroga

Antonio and Paula Reaes Pinto

Pedro Portugal

Filipe Rocha da Silva

José Carlos Teixeira

Rui Toscano

Rui Valério

Panel Discussion Friday, February 1, 2008y 4:15 -5:45 Curator and critic Miguel Amado and exhibiting artists will discuss the nature of contemporary Portuguese art. (Snow Date: Saturday, February 2, 4:15 pm)

Opening Reception Friday, February 1, 2008 5:30 to 6:30 pm (Snow Date: Saturday, February 2, 5:15 to 6:30 pm)

Manuel Santos Maia apresenta: alheava_film

Texto – Narrador / Text - Narrator: António Manuel Machado Maia

Argumento / Screenplay: Manuel Santos Maia

Captação Original / Original footagee (8mm):António Manuel Machado Maia

Pós-produção de imagem / Image Post-production: José Roseira

Concepção sonora / Sound Design: Manuel Santos Maia

Mistura / Sound Editor: Pedro Lima

Engenheiro de Som / Sound Engineer: Pedro Lima

Edição Vídeo / Vídeo Editing: Manuel Santos Maia e José Roseira

Agradecimentos / Acknowledements: José Roseira, António Manuel Machado Maia, Pedro Lima, Anabela dos Santos Maia, Nuno Ramalho e família

Original 8mm film Edited in Mini-DV Vídeo DVD-Pal, Cor, Audio PCM Stereo, 35'10''

© Manuel Santos Maia, 2007

I am Portuguese, from Mozambique, born in Nampula in 1970, the year in which Portugal began to lose military control of the former Portuguese colony with the military operation Nó Gordio. After the independence of Mozambique following the civil war in 1976, my mother, my brothers and I were forced to come to Portugal to study. For the same reasons, in the 1980's and the early part of the 1990's, my father and uncles decided to return permanently to Portugal, the country where some had been born and had left when children. Since 1999, I have developed and presented the project alheava, which has as its central theme Portuguese colonial and post-colonial collective memory. The history of my family forms the base of the project and allows it to address other themes such as Portuguese identity and colonialism. With regards to the work process, and because it deals with a return to my origins, to my family's past, I began by recording in various texts (that were eventually integrated into the work), the memories that I had of the short time I lived in Mozambique. Second, I recorded in audio and video conversations that I had with family members in which they remembered their experiences and past stories from the time they lived in Mozambique, events that happened during the process of decolonization (coming to Portugal) and others that occurred during the process of adapting to the country, the different places where different parts of the family went to live. Then I made an inventory of all of the material items (consisting of decorative objects, furniture, collections, photographs, movies, etc.) that would allow me to (re)tell, present and make present the testimonies referred to. The conceptual phase of the project, the work that would be presented in the different exhibitions were designed and defined. The last phase of production, creation and assembly, does not follow the order defined in the conceptual phase because it depends on the exhibition spaces, the production conditions and the logistical possibilities. All together, the different works and exhibitions of the project alheava come close to being symbolic portraits; they constitute documental vestiges of a situation that defined the personal history of those who experienced Portuguese colonization and, from a more collective point of view, the history of Portugal.

Eu sou português, de Moçambique, nascido em Nampula, em 1970, no ano em que Portugal começou a perder militarmente a ex-colónia portuguesa com a operação militar "Nó Gordio". Depois da independência, de Moçambique, por motivos de guerra interna, em 1976, a minha mãe eu e meus irmãos fomos obrigados a vir para Portugal, para estudar. Pelos mesmos motivos, na década de 80 e início de 90, o meu pai e tios decidiram regressar definitivamente a Portugal, país onde alguns tinham nascido e saído ainda crianças. Desde 1999, tenho desenvolvido e apresentado o projecto alheava que tem como tema central a memória colonial e pós colonial portuguesa. A história da minha família constitui a base do projecto e permite abordar outras temáticas como: a identidade e o colonialismo português. Em termos de processo de trabalho, e por se tratar de um regresso às minhas origens, ao passado da família, comecei por registar em vários texto, (que vieram a integrar as mostras), as memórias que tinha, da pouca vivência de Moçambique. Num segundo momento, registei em áudio e em vídeo, conversas com familiares onde estes rememoravam vivências, experiências e histórias passadas em Moçambique, outras ocorridas a quando do processo de descolonização (vinda para Portugal) e outras ainda ocorridas durante o processo de adaptação ao país, ás diversas localidades para onde os diferentes elementos da família foram viver. Seguidamente, fiz o reconhecimento e levantamento do espólio material, (constituído por, objectos decorativos, mobiliário, colecções, fotografias, filmes, etc.), que me permitiria (re)contar, apresentar e tornar presente os referidos testemunhos. Na fase de concepção do projecto, foram desenhados e definidos os trabalhos que seriam apresentados em diversas mostras. A última fase, a de produção, rea lização e montagem, não segue a ordem definida na fase de concepção pois depende dos espaços expositivos, das condições de produção e das possibilidades logísticas. No conjunto, os diversos trabalhos e mostras do projecto alheava, aproximam-se a retratos simbólicos, constituem vestígios documentais de uma situação que marcou a história pessoal de quem testemunhou a colonização portuguesa e, de um ponto de vista mais colectivo, a própria história de Portugal. Translation by Kathy Lucini, Georgetown University, Washington, DC.

Curator's Statement

Exploring Portuguese Art in Iowa or If all art is global, why do we speak different languages? "The traveler usually neglects to speak to and about the homes they leave." (1) Where are you from? is an exhibition about curatorial and artistic exploration. It is an exhibition that acknowledges that the contemporary Portuguese artist wanders far from home, settling elsewhere in Europe, in the U.S., in Africa or Asia for a time, absorbing ideas and influences and then bringing them back to feed the art milieu of Lisbon or Porto or Évora. This exhibition also acknowledges the journeying of the curators (Jane Gilmor and Lesley Wright), colleagues from central Iowa who travel, often, away from the Midwest to see art and artists in other cities, other countries, and on other continents. In this particular exhibition, the focus is on art they found in Portugal. The resulting exhibition takes that art on its own unexpected journey, from Portugal to Iowa. Within the sophisticated art galleries and museums in that most-westward of European nations, the idea of Portuguese art in Iowa is resoundingly peculiar, beyond the boundaries of the known art world, and without any recognizable re ason for being. In the course of all this exploration, changes take place in the artist, the curator and the experience of the art. Every change of context changes us, changes how we see the art before us, and changes how the art functions within an environment. The oddness of seeing contemporary Portuguese art in Grinnell or Cedar Rapids or Cedar Falls, Iowa raises anew the question we ask of any new thing: where are you from? In turn, as we unpack the answer, we have to ask ourselves: where are we from? The answer, in every case, is not so simple. It is a construction built out of our histories, our circumstances, and our connections. The twenty artists brought together in this exhibition would never be seen together as a group in Portugal, primarily because curators from Iowa see the Portuguese art world through different filters. Perhaps this rearrangements is for the good and can open doors, make new connections, and inject the unexpected into both languishing and flourishing careers. Portuguese art in Iowa, and Iowa curators in Portugal, form an unexpected contact zone. (2) The term "contact zone," introduced by Mary Louise Pratt in her important book Imperial Eyes: Travel Writing and Transculturation in 1992, is defined as "social [space] where disparate cultures meet, clash, and grapple with each other." (3) As a curator moving into the contact zone, I meet the art world first in a social space, and am fascinated with the place and the culture that surrounds the art. The art world of today, with its traveling shows, biennials, artist residencies, and art capitals, is a globe-trotting contact zone. But seeing the art "at home" provides a different context. In an exhibition like Where are you from? we pause to interrogate a particular place, to see what we might be able to comprehend as a visitor, and to shape a vision of that place into an exhibition comprehensible to an audience far away. Then we pick up that created exhibition and take it to our home, and in the process alter both what we select and the place we choose to inhabit. As I moved through the contact zone of Portuguese art in June 2006 and March 2007 and grappled with what I found, I looked at a lot of art, I met many artists and critics, and I experienced a wide range of art environments. Although much of what I saw was part of the greater globalized art world, there was still the barrier of a variety of cultural assumptions. As Pratt notes, the text - be it a book, a letter, or a work of art - is intended both "to be read, and to be readable." (4) In two short trips to Portugal, there was much that remained for me unreadable and opaque. As Portuguese artist Ana Perez-Quiroga astutely noted, an environment affects the ability to communicate (5) and when the curator is a traveler, much can be lost in translation. As a result our selection of these 20 artists is idiosyncratic, connected to the baggage we brought with us from Iowa. We selected artists with whom we connected personally, intellectually, and who fit the (eventual) core question: Where are you from? They are not all blue chip artists in Portugal, seen widely in the best galleries and in biennials from São Paulo to Liverpool. But each presented a facet of the complicated answer to the question we posed and together create an exhibition that may be at least somewhat readable to an Iowa audience, and even the wider American audience. What about that core question? What implications does it carry? Asking artists where they are from implies a past and a history, a time before the present. It also implies many places and many points of view. One might be "from" a location, or many locations, a theoretical point of view, a philosophical approach, an artistic movement, a point on the map, a series of journeys. But it asks for some specificity, some defining moment or place which could be construed as a demand for cultural identity. In today's globalized art world, the notion of cultural identity is suspect, ideally irrelevant, transcended by a worldwide multimedia feast that ties everyone together. If this were indeed true, then art anywhere should be comprehensible to everyone. At least to me, this is not the case. By basing this exhibition on the question Where are you from? we inject our, personal assumptions about personal, place and cultural identity as an irreducible part of the project that is art. Perhaps this is an old-fashioned restriction to place on an exhibition concept. Perhaps, for me, it comes from 15 years of living in an art world (the American Midwest) that is endlessly defined as not of the mainstream by those who assume they live in the hub of the mainstream (New York, Los Angeles). When the circle is not inclusive, one can only assume there is a difference between being in or out of the circle and that the global is not universal. Nevertheless, the limitations imposed by culture present their own opportunities for exploration. We present here an exhibition of these twenty artists that produce our peculiar view of Portuguese art, our image of where this exhibition comes from. Within our answer to the question are elements of many histories relevant to Portugal: colonial history (in the work of Manuel Santos Maia, born in former Portuguese colony Mozambique, and Ana Perez-Quiroga, a regular visitor to Morocco), economic history (the piece by Paula Reaes and António Pinto on the sardine industry), and art history (see Pedro Portugal and António Caramelo's pieces on Dada, sculpting and identity). There are stories of family in the work of João Leonardo and Dina Campos Lopes (who also happen to be cousins), and of the strains produced by gender in Teresa Furtado's work. These are starting points, as are the direct references to the place that is Portugal in André Cepeda's photographs, and in the tension between home and away in Rui Toscano's videos. Pedro Valdez Cardoso's sculpture and José Carlos Teixeira's video installation carry us out of Portugal to how the world beyond may look back at that place, while Eduardo Matos, Carlos Bunga, Rodrigo Oliveira, and Nuno Pedrosa focus in on the structures - mundane or fantastic -- of an omnipresent Portuguese built environment, and all that 'structure' implies culturally and artistically. Culture, and perhaps even a critique of culture, flows through many of these works. It is more explicitly expressed in Filipe Rocha da Silva's paintings, dependent on mark making and the perhaps futile urge to communicate with visual symbols, and in the video work of Rui Valério, a master of spinning the possibilities proposed by the culture created by the music industry. Miguel Palma steps beyond the arts into borderlands with science and technology, allowing the industrial aspects of these cultural expressions to obscure his role as an artist. Marta de Menezes walks directly into the science lab to find the tools for her art. Lest we assume there is something essentialist about being an artist in Portugal, it is important to note that the twenty artists presented in this exhibition have wide ranging experiences of living, studying and exhibiting their art around the world. Within this group there are artists who have made their way to Berlin, New York, London, Spain, San Francisco, Australia, Holland, Morocco, or Los Angeles. Some were born to families from former Portuguese colonies such as Mozambique, Brazil, or Angola. Currently, they all have a presence in the Portuguese art scene, even if they are crossing in and out of Portugal regularly. (6) Where are you from? is, in other words, a peculiar hybrid, a construction made of a place that is itself made of many inputs and expressed in many voices. It is the product of a reciprocal relationship between artists and curators, and it will be seen by a wide variety of people who encounter it in Iowa in 2008. In addition, a portion of the exhibition will be experienced virtually via the internet, and a portion will be experienced through the catalogue. Whatever the context, the work by these twenty Portuguese artists is part of the great, eternal flow of art. As anthropologist James Clifford has written, "…objects currently in the great museums are travelers, crossers - some strongly 'diasporic' with powerful, still meaningful ties elsewhere." (7) He notes that art is part of a great "unfinished historical process of travel" (8) where art made one place, perhaps out of experiences and materials garnered in another place, becomes art treasured somewhere else. For Portuguese artists, such travel for the self and one's art is highly desirable. The hybridity it engenders enriches artistic expression, artistic dialogue, and the greater understanding of art. It enriches the contact zone where art is encountered in Portugal. Taking that art to Iowa with this exhibition is an unexpected journey, transplanting the art of a nation of explorers to the center of a nation of pioneers. The core question, 'where are you from,' complicates the encounter, since the answer for both the artists and the curators, as well as the audience, is not simple. I am from California, before living in Pennsylvania and Massachussetts and then settling in Iowa. Jane is from Iowa but has traveled widely and often, to Greece, Mexico, Portugal, India and to artist residencies across the US to nourish her creativity as an artist. There is something about each of those places that has shaped us. But what makes us American, as opposed to Portuguese, is lodged in some other elusive place. Wherever we are from, we must be able to locate ourselves in order to enter into a conversation with this art. We know the exhibition is from Portugal, from the title. How then is it different from other art we know, or is it? What new thing do we create by bringing Portuguese art to Iowa, and once it has been here, then where is it from? For these twenty peripatetic artists, a home in Portugal matters at some level in their lives. We hope we can also make it matter for the viewers of this exhibition. Lesley Wright Grinnell College Grinnell, Iowa

(1) Joe Wood, "Notes to a Prologue to an Introduction to a Book about a Powerful Fiction Called Home," Negotiations in the Contact Zone/Negociações na Zona de Contacto, edited by Renée Green (Lisbon, Portugal: Assírio & Alvim, 2003) 206. (2) Mary Louise Pratt, Imperial Eyes: Travel Writing and Transculturation (London and New York: Routledge, 1992) 4. (3) bid. (4) Ibid. (5) Ana Perez-Quiroga, in conversation with the author, Lisbon, June 12, 2006. (6) It is worth noting that there are approximately 200 million Portuguese speaking people living outside of Portugal today, the result of a rich colonial past (former colonies also include Cape Verde, Guinea, and São Prince in Tomé) and a strapped economy that has sent thousands and thousands of guest workers and emigrants beyond Portugal to look for work. (7) James Clifford, "Museums as Contact Zones," in Negotiations in the Contact Zone, 277. (8) Ibid.

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Major support provided by Instituto Camões

ARTE & LEILÕES

Dezembro 2007

DOSSIER PORTO

PORTO EM PERSPECTIVA

“A cena Artística da cidade do Porto, com especial incidência no domínio da arte contemporânea, há muito que se destacou como uma das mais interessantes, dinâmicas e multifacetadas no panorama nacional. (…) Na tentativa de descortinar as suas especificidades, bem como a origem das motivações dos seus principais actores e alguns dos desafios futuros, lançámos duas questões a alguns dos seus intervenientes: Alberto Carneiro (artista), Isabel Ribeiro (artista responsável por espaço alternativo), Manuel Santos Maia (artista), Fernando Santos (Galeria Fernando Santos), Nuno Pereira (Galeria Plumba) e Mário Altavilla Canijo (coleccionador). (…)”

A & L - Que opinião tem sobre o actual panorama artístico da cidade (no domínio da arte contemporânea)?

MANUEL SANTOS MAIA - Parafraseando o poeta e pintor Álvaro Lapa, num artigo do jornal Público, nos anos 90, respondo à questão, com a resposta que deu título ao artigo: “O artista sente-se mal”.

O artista sente-se mal num país que menospreza a cultura, “que não conhece que alma tem / nem o que está mal nem o que é bem” onde “tudo é incerto e derradeiro / tudo é disperso, nada é inteiro.”, sente-se mal numa cidade (des)governada que segue o país no que respeita à ausência de uma politica cultural e destrói o pouco que foi edificado num passado recente como por exemplo o Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Este é apenas um dos exemplos que comprova haver público para a arte contemporânea, um público que é merecedor de uma programação com qualidade e exige uma efectiva política cultural. Depois de 2001, a nível cultural, o Porto distanciou-se do arquétipo de uma cidade europeia. Relativamente à arte contemporânea, com a eliminação de espaços expositivos como o do Teatro Campo Alegre ou a anulação da Galeria do Palácio, há a contabilizar apenas a programação trimestral do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, as três exposições anuais da Culturgest Porto, as programações das diversas galerias, (algumas das quais, passaram a apresentar uma programação secundária na galeria do Porto, com a abertura de espaços em Lisboa,) e a intensa actividade de mais de vinte e cinco artistas que, desde 1999, têm apresentado com regularidade, em diversas exposições, mostras e eventos o seu trabalho e o trabalho de mais de uma centena e meia de criadores. Poderemos ver pela acção destes artistas, uma necessidade de colmatar falhas, de contrariar e inverter a situação cultural da cidade, contribuindo com a criação de uma programação alternativa e complementar ao circuito artístico comercial e institucional e salientando a ausência de uma politica cultural.

Enquanto dinamizadores de espaços, de exposições, de projectos de intervenção artística, de eventos (1); artistas como: Paulo Mendes, Rita Castro Neves, João Sousa Cardoso, Eduardo Matos, Mafalda Santos, Susana Chiocca, Isabel Ribeiro, Inês Moreira, Carla Filipe, Renato Ferrão, André Sousa, Miguel Carneiro, Marco Mendes, Aida Castro, Nuno Ramalho, Isabel Carvalho, António Lago, Jonathan Saldanha, Carla Cruz, Pedro Nora, João Marrucho, Catarina Felgueiras, Maria Mir, Alexandre Costa, entre outros, afirmam a autonomia do artista enquanto criador e enquanto responsável pela exibição da sua obra (artistas-comissários ou organizadores), propondo formas alternativas de apresentar publicamente o seu trabalho, de agir no campo da arte e intervir no panorama artístico.

A & L - O que poderá mudar no futuro?

MANUEL SANTOS MAIA - Se os senhores do poder mudarem, se existir uma política cultural, se os responsáveis pelos espaços expositivos institucionais forem competentes, sérios, empenhados e tiverem força e vontade suficiente para resistir a tudo o que os desvie dos objectivos das suas funções e responsabilidades, se os diversos agentes do sistema artístico realizarem um bom trabalho, se tivermos como referência a experiência do Porto 2001, de Serralves e dos muitos dos artistas-comissários, anteriormente citados, entre os quais destaco o artista-comissário Paulo Mendes; certamente poderemos contar com um melhor panorama artístico, teremos melhores criadores, agentes artísticos mais (in)formados e competentes, públicos mais exigentes e, num futuro, o Porto poderá ambicionar ser uma capital cultural europeia. No o futuro, muito poderá mudar. Mas hoje, (porque quem tem a responsabilidade e o dever de fazer, não o fez e não faz), ainda, há muito por fazer. Como pessoa clamou: “É a Hora!”

Por motivos que desconheço esta nota não consta no artigo “PORTO EM PERSPECTIVA”, que faz parte do DOSSIER PORTO.

Porque o tempo é propício a abstracções e impressões que favorecem verdades parciais e têm como consequência o desconhecimento desta realidade, aqui fica, com esta nota, a figuração do que foi anteriormente exposto.

(1) Espaços como: “W.C. CONTAINER”, “IN. TRANSIT”, “PÊSSEGOpráSEMANA”, “Apêndice”, “a Sala”, “Salão Olímpico”, “Mad Woman in the Attic”, “Caldeira 213”, “Artemosferas”, “Senhorio”, “Maus Hábitos”, “Ateliers Mentol”, “Projecto fig. - Nova Delux”, “umdiapositivopravôce”, “Wasser-Bassin”, “Oficina 201”, “Matéria Prima – Print Project Wall”, “555”, “CLAP (Clube de Arte do Porto)”, “JUP”,Labirinto” entre outros.

Eventos como: brrr - Festival de Live Art”, Arritmia As inibições e os prolongamentos do Humano” realizado no Mercado Ferreira Borges, o circuito de exposições por ateliers de artistas “Pontos+de+contacto I, II, III”, “Quartel - Arte Revolução e Trabalho”,”Apagão”, “Imperial”, “Francesinhas Mentiras e Vídeo”, as mostras de performances “Situações Performativas” e o “Dia E Vento”, a mostra de desenhosa dizer...”, a mostra de livros de artistapag. 133”.

Colectivos como: “Sociedade Anónima”, “Cegonha”, “ZOINA”, “A Mula”, “La Balancette”, “alíngua”, “Balla Prop”, “Calhau”, Xoxota Bombista, Parracha Terrorista, entre outros.

Projectos artísticos como “Projecto inter+disciplinar+idades”, “projecto XXS”, projecto interdisciplinar “Pattern”, INTERNATIONALE KUNSTHALLE”, entre outros

exposições realizadas fora do Porto como “penso voltar” no Centro Cultural Emmerico Nunes, em Sines, “Primeiro Fim” realizada na Galeria Museu Nogueira da Silva, em Braga, “I like it hear can i stay?”, na Zé dos Bois, em Lisboa, “That will bring us together”, no Paço da Cultura, na Guarda, “Tivesse ainda tempo”, na Galeria Municipal de Fitares, em Sintra, “ancoragem”, na Galeria Glória Vaz , em Felgueiras, “a Sul....” nas Galerias Arco e Trem, em Faro e na Galeria Spatium, em Tavira, “ambiguiza-SE”, na Casa da Cultura em Elvas, “Imersão Parcial”, no Convento das Dominicas, em Guimarães, “representa; acção!”, na Galeria Casa dos Crivos, em Braga, entre outras.

Como a arte nos dá um Mundo?

Título da conferência: Como a arte nos dá um Mundo?

Dia: 11 de Outubro, quinta-feira

Hora: 15h

Local: Auditório principal, ESAD

Conferencistas: Rodrigo Silva, Professor na ESAD

Pedro Cabral Santo, Professor na ESAD

Carolina Rito, Curadora

Manuel Santos Maia, Artista Plástico

Moderador: Phillip Cabau, Professor da ESAD

Rodrigo Silva apresentará um pequeno ensaio de sua autoria, acerca das relações que a Arte estabelece com o Mundo;

Pedro Cabral Santo apresentará uma reflexão em torno do artista e do seu lugar no Mundo;

Carolina Rito, a curadora, apresenta-nos o trabalho que tem desenvolvido. E apresentará a sua perspectiva de como a arte se inscreve no mundo;

Manuel Santos Maia, na qualidade de artista plástico, falar-nos-á do seu trabalho e percurso. Apresentar-nos-á também a actividade dos jovens artistas na dinamização do panorama artístico portuense.

antimonumentos

15 de Setembro > 20 de Outubro

Imagens de Isabel ribeiro

Programa:

Teatro Viriato às 18h, no Teatro (Largo Mouzinho de Albuquerque, Viseu) Galeria às 22:30, na galeria, Rua Cândido dos Reis, 7, Viseu (DJ CLAXON) Porta 1-A às 22:30 (Rua Cândido dos Reis, 1 – porta A, Viseu) DJ SET: DJ CLAXON às 22:30 na galeria - Mário Roque às 02:00 horas no NB Club (Rua Conselheiro Afonso de Melo, atrás da Câmara Municipal de Viseu)

www.ah-arte.com

37 artistas contemporâneos expõem em Viseu,

numa iniciativa da Galeria António Henriques

em colaboração com o Teatro Viriato.

A exposição, comissariada por Miguel von Hafe Pérez, reúne um segmento significativo de artistas plásticos portugueses que vai reflectir sobre o conceito de antimonumento.

A exposição estará patente na Galeria António Henriques, num espaço adjacente à Galeria especificamente aberto para a exposição e ainda no Teatro Viriato, podendo ser visitada, entre 15 de Setembro e 20 de Outubro, Terça a Sábado, das 15:00 às 19:30.

PAULO RIBEIRO NO TEATRO VIRIATO. No dia 14 e 15, terá lugar, no Teatro Viriato, a estreia (nacional) da coreografia de Paulo Ribeiro "Masculine" (21h30).

Artistas participantes: ALICE GEIRINHAS ANDRÉ CEPEDA ÂNGELO FERREIRA DE SOUSA ANTÓNIO OLAIO ARLINDO SILVA AVELINO SÁ BALTAZAR TORRES CARLA CRUZ CARLA FILIPE CARLOS CORREIA CARLOS LOBO CARLOS ROQUE CRISTINA MATEUS EDUARDO MATOS FERNANDO JOSÉ PEREIRA FRANCISCO QUEIRÓS HUGO CANOILAS ISABEL CARVALHO ISABEL RIBEIRO JOÃO FONTE SANTA JOÃO MARÇAL JOÃO SERRA JOÃO TABARRA JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO LUÍS PALMA MANUEL SANTOS MAIA MIGUEL LEAL MIGUEL PALMA NUNO CERA PAULO CATRICA PAULO MENDES PEDRO BARATEIRO PEDRO CABRAL SANTO PEDRO DINIZ REIS PEDRO POUSADA PEDRO TUDELA VERA MOTA

Apresentação do projecto

non – sem força para fixar o olhar

Momento I – metropolização

Momento II – Megalopole

Momento III – Arquipélago Megalopolitano

1999 – 2007

Dimensões variáveis

Instalação (desenhos, colagens e escultura)

http://manuelsantosmaia-non.blogspot.com/

monumento, s.m. construção ou obra de escultura destinada a perpetuar a memória de um facto ou de alguma personagem notável; edifício majestoso; obra digna de passar à posteridade; mausoléu; memória; recordação; pl. Documentos literários, científicos, legislativos ou artísticos; restos ou fragmentos materiais pelos quais podemos conhecer a história dos tempos passados. (Do lat. Monumentu-, «id.»).

monumentalizar, v. tr. dar carácter ou aspecto de monumental. (De mnumental+-izar).

anti-, . elemento de formação de palavras, de origem grega, que exprime a ideia de hostilidade, protecção, oposição;aglutina-se com o elemento seguinte, excepto quando este tem vida própria e começa por h, i, r ou s, separando-se, neste caso, por hífen. (Do gr. Anti-, «contra»).

Segundo o comissário:

“Antimonumentos, porquê?

Porque a reflexão sobre o passado ou sobre o presente nem sempre se produz nas grandes narrativas, nem nos objectos simbolicamente saturados.

Porque à inquietação sobre o real os artistas respondem melhor com dúvidas do que com certezas.

Porque os olhares desviantes nos centram nas franjas do previsível.

Porque em oposição a uma estratégia curatorial rígida e assertiva se privilegiou a incerteza de respostas inéditas.

Porque a energia que um evento desta natureza – um híbrido paradoxal, já que promovido por uma galeria comercial, mas que ultrapassou qualquer quesito economicista -, pode constituir-se como discurso complementar à estratificação dicotómica da arte actual, empurrada para extremos ditos alternativos ou demasiado institucionais.

Porque a decisão sobre o que é ou não arte, sobre o que deve ou não ser exposto e sobre o que vincula uma obra ao seu contexto é, em primeira instância, uma decisão individual dos artistas; assim, numa exposição que dá liberdade criativa aos seus protagonistas, esta questão poderá ganhar uma relevância suplementar.

Porque a arte tem uma tendência para se levar demasiado a sério, e é nos momentos de dúvida, experimentação e derisão que frequentemente melhor se expressa.

Porque a cumplicidade é aqui assumida, reiterada e exposta. E, finalmente, porque tal como alguém que teimosamente se dedica à divulgação da arte contemporânea numa cidade do interior deste país, é na persistência de pequenos gestos que se consegue tornar a realidade mais habitável, na construção de comunidades que consigam olhar criticamente o que produzem e, quando possível, alargando o seu espectro de acção para comunidades que lhe serão, à partida, alheias.”

à varanda

Sábado

28 de Julho

22h

Manuel Santos Maia

Ruben de Freitas

Nuno Ramalho

Miguel e Daniela Balla Prop

Maria Fidalgo

João Coração

Cristina Regadas

e Putice!

à varanda,

percurso pela baixa do Porto,

nas varandas das casas de vários artistas.

serão apresentar diversas intervenções artísticas

instalação,

performance,

concerto

Percurso:

Início às 22h

I _ Ruben

Av. Rodrigues de Freitas, nº 190, 2º andar

II _ Nuno Ramalho

Rua Passos Manuel, nº 249, 2º andar (Poveiros)

III _ Daniela e Miguel

Rua Augusto Rosa nº 190, 3º andar esq. (à Batalha)

IV _ Manuel Santos Maia

Rua Guilherme Costa Carvalho, 4º andar (aos Aliados)

V _ Balla Prop

Rua Guilherme Costa Carvalho, 2º andar (aos Aliados)

VI _ Maria Fidalgo

Rua Guilherme Costa Carvalho, 5º andar (aos Aliados)

VII _ Juão Coração

Rua Guilherme Costa Carvalho, 3º andar (aos Aliados)

VIII _ Cristina Regadas

Entre a Rua Guilherme Costa Carvalho e a Rua Rodrigues Sampaio, 3º andar (aos Aliados)

IX _ Putice

Trav. De Liceiras, nº 18

Programação e organização:

Susana Chiocca

desaparece@gmail.com

93 428 35 38

Rua do Bonjardim, 253 2º

4000 – 124 Porto

Programadora

Susana Chiocca

Licenciada em Artes Plásticas/Escultura pela FBAUP;

doutoranda pela FBAC-UCL em Cuenca;

tem vindo a apresentar o seu trabalho desde 1997

em diversos espaços no país e no estrangeiro.

PORTO: VARANDAS COM INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

2007-07-27

http://www.artecapital.net/noticias.php

O projecto “À Varanda”, que decorre amanhã a partir das 22 horas, consiste num percurso pela baixa do Porto, no qual se irão apresentar diversas intervenções nas varandas das casas de alguns artistas. A varanda é o espaço que pertencendo à casa está em suspenso e em aberto permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Logo, este projecto - da responsabilidade de Susana Chiocca - pretende viabilizar esse contacto com o exterior, com o transeunte. Intervenções artísticas diversas, desde instalações, performances e concertos, espalham-se por diversos pontos da cidade. Participam na iniciativa Ruben de Freitas, Nuno Ramalho, Miguel e Daniela, Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração, Cristina Regadas e Putice.

Dez artistas vão estar à varanda no deserto da Baixa do Porto

28.07.2007, Inês Nadais

http://jornal.publico.clix.pt/

A Baixa morreu? É uma hipótese, mas talvez estejamos a ser pessimistas. Logo à noite, a partir das 22h, vai haver vida na Baixa: lá em cima, nas varandas de alguns prédios das ruas de Augusto Rosa, de Guilherme Costa Carvalho e de Passos Manuel, e cá em baixo, no passeio. São nove micro-espectáculos (instalações, performances, intervenções sonoras) para ver no deserto da Baixa. Além de um conjunto de espectáculos, À Varanda é um itinerário que percorre as residências de artistas sediados no Porto. "A varanda é o espaço que está em suspenso e em aberto permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Quisemos aproveitar o facto de vários artistas viverem na Baixa e também essa conexão com o exterior. Não tem havido muitos acontecimentos virados para a cidade e aqui espectadores e transeuntes podem cruzar-se", diz Susana Chiocca. Responsável por um espaço, A Sala (Rua do Bonjardim, 235, 2º), em que a fronteira público-privado é particularmente difusa - "É a sala do meu próprio apartamento, apresentamos lá performances uma vez por mês" -, a artista explica que o projecto À Varanda apareceu justamente na sequência de um impasse na Sala: "Não sabíamos se ia continuar e achámos que isto podia ser uma passagem". A Sala vai continuar mas hoje eles estão na varanda. 190 da Avenida de Rodrigues de Freitas é a porta onde começa o percurso, que termina no nº 18 da Travessa de Liceiras. 190 da Avenida de Rodrigues de Freitas é a porta onde começa o percurso, que termina no nº 18 da Travessa de Liceiras.

Projecto tem início às 22h00 «À Varanda» anima baixa portuense

Onze artistas participam, hoje à noite, no projecto «À Varanda», que vai levar diversas intervenções artísticas ao centro da cidade do Porto, disse à Lusa fonte da organização da iniciativa. “A varanda é o espaço que, pertencendo à casa, permanece em suspenso e em aberto, permitindo uma relação entre o espaço público e o privado. Este projecto pretende viabilizar esse contacto com o exterior, com o transeunte e outros”, acrescentou a fonte. A iniciativa tem a participação de Ruben de Freitas, Nuno Ramalho, Miguel e Daniela, Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração, Putice! e Cristina Regadas. O percurso inicia-se às 22h00, junto à casa de Ruben de Freitas (Av. Rodrigues de Freitas, n.º 190, 2.º), seguindo depois para a de Nuno Ramalho (Rua Passos Manuel, n.º 249, 2.º, aos Poveiros) e para a Rua Augusto Rosa, n.º 190, 3.º Esq.,(à Batalha), onde vivem Daniela e Miguel. Seguem-se as casas de Manuel Santos Maia, Balla Prop, Maria Fidalgo, Juão Coração e Cristina Regadas, todas na Rua Guilherme Costa Carvalho (aos Aliados), terminando o percurso junto à casa de Putice!, na Travessa de Liceiras, 18~(ao Bonjardim). As intervenções artísticas incluem instalação, performance e concerto, entre outras. A programadora desta iniciativa, Susana Chiocca, licenciada em Artes Plásticas e Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, está a fazer o seu doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Castilla-La Mancha, em Espanha. Desde 1997 que Susana Chiocca tem apresentado trabalhos em diversos espaços, em Portugal e no estrangeiro. ------------------------------- O projecto O projecto «À Varanda» consiste num percurso pela baixa do Porto, durante o qual o público pode assistir a diversas intervenções artísticas que se realizam nas varandas das casas de vários artistas.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/

“DESCARTÁVEIS”

CAIS

ARTE E ACÇÃO SOCIAL

EM EXPOSIÇÃO DE ARTE PÚBLICA em lisboa

Depois de dedicar a edição de Maio da Revista ao projecto Descartáveis, a CAIS apresenta de 17 a 31 de Julho, em Lisboa, os trabalhos resultantes da interacção entre 16 artistas consagrados e alguns utilizadores de instituições sociais, numa exposição de arte pública em formato mupi (Mobiliário para Informação Urbana).

Artistas Participantes:

· Manuel Santos Maia

· Nuno Ramalho

· António Júlio Duarte

· Duarte Amaral Netto

· Sandro Resende

· Paulo Romão Brás

· Susanne Themlitz

· João Penalva

· Maria Lusitano

· Sandra Cinto

· Francisco Queirós

· Paula Roush

· Ana Pérez-Quiroga

· Miguel Palma

· Valter Vinagre

· Xana

A exposição representa a segunda fase deste projecto, reunindo não só alguns dos trabalhos já publicados mas também outros, que dão continuidade às primeiras obras apresentadas. A inauguração será no próximo dia 17 de Julho, às 19h00, e consiste numa visita guiada pelas 16 obras que compõem esta exposição, estando o ponto de encontro marcado para a Avenida da Liberdade (à Cç. da Glória).Embora a visita guiada se centre na Avenida da Liberdade, a exposição estará igualmente presente na Avenida de Roma, Estefânia, Santos, Rato, Estrela e na Avenida António Augusto Aguiar.

A exposição de arte pública Descartáveis assume o mupi como suporte de aproximação a um público que habitualmente não frequenta espaços culturais, intervindo artisticamente num suporte destinado por excelência à informação publicitária e que reforça assim, pela contradição do ruído urbano, o conceito base deste projecto e das 16 obras que o constituem.

Esta iniciativa foi idealizada pelo Grupo 21 1/2 (Plataforma Independente de Transgressão Artística, liderada por João Mourão, Paulo Romão Brás e Sandro Resende) que desafiou a Associação CAIS a produzir uma edição da revista e uma exposição dedicadas ao tema Descartáveis.

Este projecto visou promover o envolvimento da população-alvo da intervenção da Associação CAIS, pessoas e grupos que se encontram em situação de risco ou exclusão social, num projecto artístico e social. Entre os meses de Março e Abril, os artistas visitaram instituições sociais em Lisboa, a fim de conhecerem o trabalho desenvolvido no terreno, interagirem com a população-alvo e, em simultâneo, estimularem a sua criatividade e participação neste projecto.

No âmbito de um renovado posicionamento da CAIS, Desperta Consciências, Descartáveis, numa ligação sócio-artística, questiona a cultura mercantilista do "usa-e-deita-fora" que faz depender o valor do ser humano do ganho que este é ou não capaz de produzir, tornando-o assim num objecto útil ou dispensável.

Tema - Descartáveis:

“O esvaziamento da textura humana dos valores que a compõem, como resultado da utilização mercantilista da pessoa humana, entendida como meio e nunca como um fim, faz depender a importância do ser humano do ganho que este é capaz de produzir, tornando-se sempre descartável ou dispensável, cada vez que a criação de riqueza deixar de se verificar com ele. Por outro lado, a valorização do que existe com base na qualidade do retorno que este nos possibilita, tornou as transacções mundiais num materialista e desrespeitador "usa-e-deita-fora".

Críticos e ensaístas:

· João Mourão

· João Pinharanda

· Manuela Sanches

O Grupo 21 ½

O Grupo 21 ½: Plataforma Independente de Transgressão Artística, liderado por João Mourão, Paulo Romão Brás e Sandro Resende, é experiente em produção e curadoria de exposições similares, principalmente na realização de projectos de arte urbana e de projectos em locais pouco convencionais e fora do circuito galerístico.

Projectos recentes: Manicómio Dr. Heribaldo RaposoMuseu da Cidade, Pavilhão Preto, Lisboa - Maio de 2006; IN Between – Kleines Kabinett, Lisboa - Novembro 2006; Go IN BETWEEN – kLEINES KABINETT, LisboaFevereiro de 2007; Stigmata Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural, Lisboa – Março de 2007; Objecto Simulacro – Pavilhão 24, Hospital Júlio de Matos, Lisboa – Março de 2007.

rastos

Eduardo Matos

Manuel Santos Maia

Renato Ferrão

Inaugura

02 de Junho 2007

Manuel Santos Maia apresenta o projecto: non non - parte do seu mundo Instalação Pintura sobre parede (pigmento e cal), objectos (andorinhas de barro), madeira e ferro 2003 - 2007

http://manuelsantosmaia-non.blogspot.com/

Em Rastos, Eduardo Matos, Manuel Santos Maia e Renato Ferrão apresentam três trabalhos inéditos, em instalação e escultura, que convocam elementos relacionados quer com o espaço e a arquitectura, quer com uma ideia de memória, ou que utilizam estes mesmos elementos na problematização de outras temáticas relacionadas com a vivência contemporânea.

Para esta exposição, Eduardo Matos concebeu uma escultura em diversos materiais e socorrendo-se de vários meios artísticos, como o vídeo, a fotografia, o desenho e os objectos. Os vários elementos que compõem a peça, dispostos sobre uma mesa, serão sujeitos a uma apreciação e relacionamento por parte do espectador que, assim, acaba também por integrar a obra. Um monitor que projecta luz sobre um edifício em ruínas, um conjunto de desenhos e esboços técnicos de projectos de arquitectura – algo esquecido e guardado que agora se revela – ou uma gaveta que contém registos fotográficos: estes são alguns dos elementos utilizados por Eduardo Matos na composição da presente obra.

Manuel Santos Maia propõe a criação de três instalações constituídas por diversos elementos, sendo que a temática central é a migração, mais especificamente os processos migratórios verificados no e a partir do território nacional. A reflexão em torno desta questão concretiza-se através de um mural que convoca a paisagem arquitectónica tradicional alentejana e da costa sul do Algarve, sendo que algumas características típicas deste tipo de construções são utilizadas no mesmo mural. A alusão a um determinado percurso migratório não concretizado, bem como da morte, aparece nestas obra através da colocação no chão de representações tradicionais portuguesas de andorinhas em barro, que se encontram quebradas (provenientes dos países a sul da Europa, as andorinhas representam também as migrações que actualmente se verifica entre o norte de África e a Europa). Ao longo da parede oposta serão também colocadas representações de postes de electricidade. Os fios, suportados por estes postes, irão atravessar o espaço expositivo, representando ligações, mas também convocando os lugares onde normalmente observamos algumas espécies de aves migratórias, como as andorinhas ou as cegonhas.

A escultura/instalação da autoria de Renato Ferrão que integra esta mostra é composta por um conjunto de estruturas de auxílio a uma acção. Todas são reproduzidas em escala inferior às que são próprias a estas construções sendo que cada uma delas não estará necessariamente consonante com as outras, procurando-se explorar, nas suas relações com o espaço expositivo, distâncias, por vezes incongruentes, e profundidade de campo. Estes objectos encontram-se, quando não desmantelados, num estado estacionário e em reunião pelo que podemos dizer que se trata de um conjunto.

Nesta instalação estabelecem-se relações que se referem a trabalho e alienação, à procura permanente de equilíbrio entre um pré estabelecido e a necessidade de encontrar brechas...

Notas biográficas:

Manuel Santos Maia nasceu em Nampula, Moçambique, em 1970. Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Manuel Santos Maia, iniciou o projecto “Alheava” – cujo título surgiu de uma frase do livro “De Profundis Valsa Lenta”, de José Cardoso Pires – em 1999, trabalhando registos de imagens e negativos realizados pela família na província africana. Histórias do colonialismo português em África são contadas pelo artista a partir de uma perspectiva diferente, revisitando a memória familiar no período que precedeu a descolonização. Este surgiu com apresentação de um primeiro conjunto de imagens sob o título “Introdução”, à qual se seguiu a mostra “A casa onde às vezes regresso”, na Galeria Museu Nogueira da Silva, Braga e a exposição “Alheava – Nampula”, na Galeria Quadrado Azul – Porto. Fotografia, slides, álbuns familiares, selos de correio e outros objectos vários, como por exemplo rolos de fotografias inutilizados, são alguns dos materiais utilizados por Manuel Santos na prossecução da sua actividade artística, através da qual reflecte em torno de questões como o deslocamento dos “retornados” no período pós revolução em Portugal e, numa acepção mais vasta, a condição dos deslocados da sociedade contemporânea, como coloca Sandra Vieira Jürgens. Actualmente é doutorando do Doutoramento em Artes Plásticas e Artes Visuais “Modos de Conhecimento na Prática Artística Contemporânea” pela Universidade de Vigo e participa na exposição “Depósito: anotações sobre densidade e conhecimento”, comissariada por Paulo Cunha e Silva e patente até 30 de Junho na Reitoria da Universidade do Porto.

Natural do Rio de Janeiro, Brasil, Eduardo Matos, que actualmente vive e trabalha no Porto, licenciou-se no curso de Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes do Porto. Sendo um dos mais proeminentes jovens artistas da cidade, tem participado activamente nos inúmeros projectos alternativos promovidos no Porto à margem dos circuitos galerístico e institucional, como por exemplo o Salão Olímpico, do qual foi membro fundador. Em 2005 mostrou desenho, pintura e escultura na exposição To Drag, na Galeria Quadrado Azul, sendo que através destas obras o artista abordou criticamente temas relacionados com a cidade contemporânea. Encontra-se representado em diversas colecções de arte, como por exemplo as de Paulo Mendes, da Fundação PLMJ e das Universidades do Porto e do Minho, entre outras. Actualmente participa também na exposição “Depósito: anotações sobre densidade e conhecimento”.

Tendo terminado em 2001 o curso de artes plásticas, vertente de escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Renato Ferrão (Vila Nova de Famalicão, 1975) tem vindo a assumir-se como um dos mais destacados nomes da jovem geração de artistas cuja actividade se desenvolve na cidade do Porto. Membro fundador do projecto Salão Olímpico, no âmbito do qual se realizou um vasto número de exposições à margem dos circuitos institucional e comercial, Renato Ferrão produziu vários projectos em parceria com outros artistas, dos quais se destacam a mostra No Future, que esteve patente na Galeria 24B em Oeiras, em 2005, cujos trabalhos forma desenvolvidos com Nuno Ramalho, ou The Stars Turn Into Stripes Forever, com Eduardo Matos (2003). Renato Ferrão produz uma obra escultórica na qual tem explorado ideias relacionadas com temas como o consumismo, a produção em massa, a sociedade do espectáculo ou a percepção de determinadas realidades, sobretudo no contexto da criação artística. Em 2006 realizou, na Galeria Quadrado Azul, a mostra “Quem tem olho é Rei” e integra actualmente a exposição “Depósito: anotações sobre densidade e conhecimento”.

Rastos de Eduardo Matos, Manuel Santos Maia e Renato Ferrão.

Aida Castro, Junho 2007

O corpo vai efectuando marcas. Poderíamos pensar na escrita que desde a agricultura, a cultura da terra, efectiva necessidades e ambições humanas. Traçar e circunscrever o terreno, desenhar nesse espaço linhas de cultivo, transformar o meio para produzir alimento, cuidar da cultura. Mas a convicção humana decidida a marcar o mundo acabou por subverter nesse corpo que efectua e risca e traça: a colónia penal de Kafka apresenta uma máquina de escrita capaz de registar leis na carne dos corpos, as agulhas gravam em profundidade a marca consoante a gravidade da desobediência ou do crime. Grafar, traçar, metamorfoseou num discurso de ordem onde se optimizam relações de poder. Estes perigos para o corpo, entenda-se corpo na sua máxima extensão, indiciados por vários autores no final do século XIX e princípio do século XX alertam, e requerem a responsabilização, a crítica e a reflexão sobre a acção humana e a marca que deixa inscrita. Essas marcas são também palavras, imagens, signos — spectrums. Baudrillard, próximo do final do século XX, assinala um corpo marcado, ou vala de signos, aquele que se enfeita e brilha por ter estado sob castração[1]. Um trabalho sobre o corpo e os seus signos, possível numa situação pós-grandes guerras, que critica o jogo das marcações impostas por um sistema altamente produtivo capaz de definir comportamentos, apetites e carências.

Aproximando-nos do título desta exposição, rasto é antes de tudo associado a uma condição animal e natural, o rasto que fica de uma passagem, uma pegada. Numa das tricotomias do signo elaborada por C. S. Peirce[2] o índice é uma divisão do signo em conjunto com o ícone e o símbolo. O índice é um estado do signo que deixa rasto. Pode ser a pegada que deixa a imagem da passagem do corpo. O fumo que acusa fogo. As ruí